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Em quatro meses e meio de Celso Roth, o Coritiba perdeu 139 dias e pouco mais de 1 milhão de reais. A mesma impressão de tempo perdido é reforçada pela volta Marquinhos Santos. Marquinhos entrou de gaiato no navio que partiu com Felipe Ximenes após a derrota para o Itagüi, ano passado, pela Sul-Americana. Somente o superintendente de futebol, pai do elenco limitado do Coritiba de 2013, deveria ter caído naquele momento. Marquinhos foi puxado para a barca no vestiário, em um tipo de demissão que o futebol brasileiro não consegue eliminar. Agora, volta para o lugar do qual não deveria ter sido tirado.

Volta melhor. A revisão do quase um ano à frente do Coritiba, a passagem pelo Bahia e o simples fato de estar 11 meses mais velho criam um casco que será bem-vindo em um momento de poucas boas notícias para o treinador. O elenco de agora é inferior ao do ano passado, com a diferença de que o de 2013 esteve nas mãos de Marquinhos o tempo todo. O atual passou por duas comissões técnicas.

Marquinhos não terá tempo para lançar mão de sua grande arma, a qualidade dos treinamentos. O Coritiba só terá uma semana cheia de trabalho entre 28 de setembro e 4 de outubro, isso se for eliminado da Copa do Brasil. A classificação às quartas de final trará de brinde mais um mês de jogos quarta e domingo. Marquinhos precisará ser um técnico de muita resenha e pouco trabalho prático.

Nessas condições que precisará impor o seu estilo. De valorização da posse de bola, de transição rápida da defesa para o ataque, de movimentação ofensiva. Precisará de coragem para acrescentar um fator nessa equação: o uso dos jovens. Na primeira passagem, por mais paradoxal que seja, um dos mais respeitados técnicos de base no país pouco apostou na base do próprio clube. Dudu e Luccas Claro já são parte do time. Zé Rafael tem aparecido bem. Douglas e Maranhão, figuras constantes no banco, precisam ter a chance de dar um passo adiante. O Coritiba tem muito a perder se for rebaixado. Mas, na situação em que está, é preciso arriscar, rasgar os embolorados conceitos que vinham conduzindo o Coxa nos quatro últimos meses.

O Atlético também perdeu tempo com Doriva. Percebeu o erro e voltou para Leandro Ávila. A solução na Baixada também passa por confiar mais nos garotos. Vale para Douglas Coutinho no ataque. Vale para Otávio logo à frente da defesa. Vale para Nathan na armação. Três peças capazes de fazer um Furacão mais forte, equilibrado e imprevisível. Leandro Ávila já não teve Manoel. Montou um Atlético que se defendia melhor com Cléberson e Léo Pereira, algo que, hoje, soa impossível para muitos torcedores. Não é, embora a sucessão de erros da dupla possa ter abalado a confiança dos garotos e ter um jogador mais experiente para a função, mesmo como titular eventual, seja uma ótima pedida para o momento.

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