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O Atletiba sempre funciona como um divisor de águas. Com maior ou menor intensidade, conforme as circunstâncias de cada jogo. Mas nunca pode ser encarado como um jogo comum, pois o confronto que reúne os dois maiores clubes paranaenses tem características próprias e funciona à parte de qualquer competição.

Por isso é de voz corrente eliminar qualquer favoritismo quando se trata de uma disputa entre Atlético e Coritiba. A história conta isso, o retrospecto conta isso, revelando passagens incríveis, com vitórias de times mais fracos ou desfalcados ou desfacelados contra os rivais com força total.

Para o clássico do próximo domingo a previsão racional deveria indicar vantagem para o Atlético. Não apenas por jogar em casa, contando com a presença de sua torcida (que cresce a cada jogo e certamente será superior a 20 mil pessoas) e com uma campanha acima das expectativas neste início de Campeonato Brasileiro. Foi líder até outro dia, reabilitou alguns jogadores que se arrastaram durante o Campeonato Estadual e, no embalo de vitórias, conta com o otimismo de quem vê tudo dando certo.

O técnico Milton Mendes teve o mérito de unir o grupo já a partir do momento de sua chegada, ao declarar não ver necessidade de contratação de reforços, por considerar de bom nível técnico o material humano à sua disposição.

Ganhou o grupo, que, valorizado, passou a dar tudo o que podia para justificar a confiança do novo comandante. Funcionou e a boa largada na competição nacional foi a consequência positiva desse relacionamento mais estreito entre as partes.

Para domingo, o Atlético não conta com Nikão, que tem sido a principal peça do time. Será um desfalque considerável, pois não há outro jogador disponível com as mesmas características.

Enquanto isso, no Coritiba, momento de turbulência não resolvido nem com a troca de treinador. A apresentação contra o Flamengo foi desanimadora, mas as contratações de Kléber e Lúcio Flávio podem turbinar a equipe, que anda abatida por conta de tantos revezes seguidos. Podem ser combustíveis de melhor desempenho coxa no clássico se puderem estar à disposição do treinador. No jogo ou no banco, conforme o estado físico de cada um.

Para o Atlético, vencer domingo significaria decolar de vez no campeonato. Para o Coritiba, o fim de uma tormenta com triunfo sobre o maior rival justamente no campo do adversário. Os rubro-negros, pelo presente, teriam mais chances – diria a lógica.

Mas como o Atletiba jamais teve lógica (e por isso é mais do que especial), o que se pode esperar do clássico é uma grande partida. Sem qualquer prognóstico, conforme o retrospecto recomenda.

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