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Tênis

Com mais investimento, Brasil tenta sair da fila

Tenistas iniciam hoje em Curitiba disputa da Fed Cup, cujo título o Brasil não vence há oito anos

Tenista Gabriela Perez, da Venezuela. País perdeu os três confrontos para a Colômbia, ontem, na abertura do torneio | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Tenista Gabriela Perez, da Venezuela. País perdeu os três confrontos para a Colômbia, ontem, na abertura do torneio (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Após um mês de preparação, a equipe feminina brasileira de tênis começa a disputar hoje, em Curitiba, a 50.ª edição da Fed Cup – principal competição por equipes da modalidade. As meninas do Brasil entram em quadra às 10 horas, no Graciosa Country Club, para o confronto con­­tra as paraguaias, pelo Grupo B.

O país não vence a "Copa Davis das mulheres" há oito anos e, apesar do retrospecto desfavorável, entra no torneio como um dos favoritos. Os investimentos da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) aumentaram nos últimos anos – o orçamento da entidade é de R$ 20 milhões anuais – e tem impulsionado as raquetadas das brasileiras.

Com mais torneios no país e incentivos financeiros para as atletas disputarem competições internacionais, o tênis feminino brasileiro quer sair da fila. Jogan­­do em casa, as garotas confiam no bom entrosamento para derrotar adversárias mais experientes e que estão melhor posicionadas no ranking da WTA.

"Aqui o ranking se iguala, as jogadoras têm o mesmo nível e vai vencer quem realmente for melhor dentro de quadra", ga­­ran­­te Roxane Vaisemberg (nú­­me­­ro 1 do Brasil e na 298.ª posição mundial).

Já o presidente da CBT, Jorge Lacerda, é mais cauteloso quanto ao atual estágio das brasileiras. Para ele, o tênis feminino está se reestruturando aos poucos e os frutos começarão a ser colhidos perto da Olimpíada de 2016.

"É uma equipe bem jovem. Não estamos cobrando resultados ainda. Vamos dar um tempo para amadurecer o trabalho, mas as meninas estão muito bem e têm totais condições de fazer bons jogos", analisou.

Além de Brasil e Paraguai, o Grupo B conta com Venezuela e Bolívia. Serão três jogos por confronto (duas partidas de simples e uma de duplas) e os primeiros de cada grupo se classificam para as semifinais.

"A gente conta com o público. Essa é a nossa grande vantagem", afirmou o técnico do Brasil, Eduardo Frick.

Ao vivo

Fed Cup, às 10 horas, no SporTV.

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