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Ciclismo

Confirmação de doping deve custar o emprego a trio de ciclistas paranaenses

Para fazer a contraprova, que pode atestar inocência, atletas terão de desembolsar de R$ 850 a R$ 8,5 mil

  • PorAdriana Brum
  • 19/10/2009 21:03
Alex Arseno, quarto no ranking nacional, disse que só irá se pronunciar após receber a notificação | Roberto Custódio/Jornal de Londrina
Alex Arseno, quarto no ranking nacional, disse que só irá se pronunciar após receber a notificação| Foto: Roberto Custódio/Jornal de Londrina

Os ciclistas paranaenses Alex Ar­­seno, Cléberson Weber e Alci­­des Vieira devem sentir no bolso os primeiros reflexos do teste positivo para eritropoietina, no exame antidoping realizado na Volta de Santa Catarina deste ano. Caso o uso da versão sintética do hormônio, que eleva a resistência física, seja confirmado na contraprova, os três devem perder o seu emprego na DataRo/Cordeirópolis. "Te­­mos uma cláusula contratual que determina isso", diz o técnico da equipe, Hernandes Quadri Júnior.

O problema é que talvez os atletas nem consigam realizar a contraprova. O exame custa entre R$ 850 a R$ 8,5 mil, é bancado pelos denunciados e deve ser solicitado em até cinco dias após receberem o comunicado – encaminhado ontem pela Confederação Brasileira de Ciclismo. Quem não realiza o novo teste recebe automaticamente uma suspensão por dois anos.

"Acho que dificilmente vão pedir a contraprova, por causa das despesas", prevê o presidente da Confederação, José Luiz Vascon­­cellos.

Além do trio paranaense, o pernambucano Alex Diniz, campeão da prova catarinense, também teve índices acima do normal de EPO encontrados na sua urina. Procurados pela Gazeta do Povo, os ciclistas do estado não confirmaram nem negaram a denúncia, mas dão indícios de que pouco terão a fazer.

Vieira, vencedor da última etapa da Volta e décimo colocado no geral, foi o único a comentar o assunto. "Ainda não fui comunicado do caso, mas mudei de residência duas vezes. Podem ter me procurado e não me acharam", disse.

Houve um longo silêncio ao telefone quando perguntado se usou a EPO antes da Volta ou em treinamentos. A resposta: "Olha, a gente passa por um esporte de alta performance, toma vitaminas. Tomei suplementos, nem sei o que pode estar errado. Tive problemas de saúde antes da Volta, uma infecção alimentar. Tenho de ver o que estava errado. Sei que não me sinto trapaceiro", justifica.

Arseno, atual quarto colocado no ranking nacional, e Weber disseram à reportagem que só vão se pronunciar após receber a notificação, encaminhada ontem pela CBC via Correios. Weber contou que ainda não sabe se vai pedir o exame de contraprova.

"Eles dizem que não tomaram nada. Mas, então de onde saiu isso aí (a denúncia)?", lamenta Quadri Júnior.

O paranaense Mauro Ribeiro, único brasileiro a vencer uma etapa da Volta da França e técnico da equipe Caloi, explica que é pouco provável que os testes encaminhados à União Ciclística Interna­­ci­­­onal (UCI) estejam errados. "Os exames de doping na América Latina hoje têm praticamente a mesma eficácia dos aplicados na Europa. Rastreiam resíduos de produtos sintéticos aplicados até seis meses antes do teste. Diria que a chance de erro é zero", afirmou.

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