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Decisão

O perigo se chama Sneijder

Atacante holandês – um dos destaques da Copa – é a grande preocupação da Espanha para a decisão de amanhã

O meia Sneijder, considerado um dos grandes perigos da Laranja Mecânica pelos adversários da final, posa para foto ao lado de torcedores na África do Sul | Koen van Weel/ AFP
O meia Sneijder, considerado um dos grandes perigos da Laranja Mecânica pelos adversários da final, posa para foto ao lado de torcedores na África do Sul (Foto: Koen van Weel/ AFP)

Os cinco gols de Sneijder na Copa ligaram um sinal de alerta na Es­­panha. Ama­­nhã, quando a final começar, o holandês vai receber atenção especial no Soccer City.

Assim como a Alemanha, a Ho­­landa também aposta na ofensividade e tem como principal característica a força do seu meio de campo e ataque. Na semifinal, a Espa­­nha conseguiu anular o artilheiro Klose e dominou a partida com bastante toque de bola. Agora, tenta repetir o feito para buscar o inédito título.

Um dos goleadores do Mun­­dial, ao lado de Villa, com cinco gols, Sneijder é a maior preocupação dos espanhóis na final. O holandês tem sido destaque da sua seleção. "Ele é um grande jogador e tem de­­monstrado qualidade por todas as equipes que passou, como este ano na Inter (de Milão)", elogiou o vo­­lante Bus­­quets. "Tentaremos para-lo, assim como qualquer rival."

Busquets, que assumiu a vaga do brasileiro Marcos Sen­­na após a Eurocopa, está otimista com a força do grupo e acredita em mais uma boa atuação "Já tivemos de parar o Özil (na semifinal) e outros bons jogadores. Espe­­ra­­mos ter o mesmo resultado", declarou.

"Terei a ajuda de companheiros e estamos bem. Não teremos muito tempo para pensar [o que fa­­zer quando tiver a posse de bola], pois senão podemos nos complicar."

Os espanhóis sabem que não vão ter as mesmas facilidades que tiveram contra a Alemanha – a rival foi dominada e chegou poucas vezes ao ataque. O técnico Vi­­cente del Bosque, sem falar em um jogador específico, pediu respeito e cuidado com a Holanda. Princi­­palmente por ter eliminado os brasileiros nas quartas. "Sem desrespeitar os outros, o Brasil é sempre o favorito. E quem vence o Brasil merece toda a atenção."

O discurso é uma síntese do fu­­te­­bol da Fúria. O goleiro Casillas, por exemplo, bateu o recorde de minutos sem tomar gols no seu país (313) e David Villa – indicado como bola de ouro ao lado de Iniesta e Xavi – pode ser o artilheiro do Mundial. Assim mesmo, impera o lema da força coletiva.

Por isso até quem não entra em campo sabe da força holandesa. O volante Marchena, reserva, tentou resumir como o adversário joga. "É uma equipe completa. Eles defendem bem, têm um meio de campo com bons jogadores e um contra-ataque mortal."

Além do trabalho em campo, os espanhóis têm passado algumas horas na sala de aula – literalmente, já que estão instalados na Uni­­ver­­sidade Nort West, em Potchefs­­troom. Del Bosque se utiliza da gravação dos jogos da Holanda para mostrar a seus atletas o estilo da rival. A poucas horas da partida mais importante de sua história, a Fúria se diz pronta para levantar a taça Fifa pela primeira vez. "Nossa seleção já alcançou um grande nível, mas o melhor está por vir", apontou Busquets.

A Holanda pode se tornar, no Estádio Soccer City, em Johan­­nesburgo, a quarta seleção a conquistar uma Copa só com vitórias. Antes, apenas o Brasil, por duas vezes (1970 e 2002), e a Itália (1938) obtiveram 100% de aproveitamento em um Mundial.

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