i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Grupo G

Sofrimento previsível

Sem mostrar futebol vistoso, mas respeitando os desejos de comprometimento e união do treinador, Brasil estreia com vitória apertada

  • PorCarlos Eduardo Vicelli, Marcio Reinecken e Robson De Lazzari, enviados especiais
  • 15/06/2010 21:05
O técnico Dunga tenta orientar o time no frio de Johannesburgo: comandante minimizou a má atuação na entrevista coletiva pós-jogo e valorizou o esforço dos norte-coreanos para tirar os espaços da seleção brasileira | Valterci Santos/Gazeta do Povo – enviado especial
O técnico Dunga tenta orientar o time no frio de Johannesburgo: comandante minimizou a má atuação na entrevista coletiva pós-jogo e valorizou o esforço dos norte-coreanos para tirar os espaços da seleção brasileira| Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo – enviado especial
  • Veja a ficha técnica do jogo Brasil x Coreia do Norte

A vibração foi com os dois punhos cerrados e o abraço imediato do fiel escudeiro Jorginho. Dunga conseguiu extravasar à beira do campo no Ellis Park só aos 10 mi­­nutos da segunda etapa, com o gol de Maicon. Voltou a explodir aos 27 com a bola na rede de Elano. Mas parou por aí.

Até o Brasil abrir o placar e em quase todo o tempo restante, a tensão estava estampada no rosto do treinador. A cada chegada da Co­­reia do Norte, os olhos do comandante esbugalhavam e transmitiam o temor de uma má estreia na Copa do Mundo.

Receio que acabou não se confirmando. Pelo menos o resultado veio. A vitória por 2 a 1 garante à seleção a liderança do grupo G – Portugal e Costa do Marfim ficaram no 0 a 0. Por outro lado, o triunfo não assegura nenhum indício de que o futebol vá melhorar de agora em diante.

Nem mesmo Dunga, elegante com um sobretudo preto por cima de uma blusa de lã bege, foi capaz de discordar sobre a atuação irregular do Brasil. As dificuldades perante um adversário marcador, mas quase inofensivo, preocupam.

Tomar um gol de um rival assim, então, faz o torcedor ver a pulga atrás da orelha contra o pragmático esquema do capitão do tetra crescer. Há seis partidas, a sólida defesa canarinho não era vazada. Ontem, aos 44 da etapa final, Ji Yun Nam bateu Júlio César.

"Da mesma forma como tomamos um gol, poderíamos ter feito mais. Acontece", justifica o técnico. "Espírito de seleção é isso. Sem­­pre queremos mais e mais. Quan­­do encontramos adversários fe­­chados é difícil, queremos acelerar, erramos passes, tem de ter persistência no passe", reconhece.

A ansiedade da estreia estava estampada na cara sempre amarrada do chefe desde que ele pisou no Ellis Park. Na hora do hino na­­cional, cantou com o mesmo amor à pátria que prega aos jogadores.

No entanto, diante dos norte-coreanos, comprometimento, obe­­­­diência, persistência e união, qualidades que Dunga tanto gosta, foram praticamente tudo o que a equipe apresentou. Pouco para quem briga pelo hexacampeonato mundial e escondeu suas armas com três treinos secretos nos cinco dias que antecederam à partida.

"Se vocês [jornalistas] notaram, a equipe da Coreia do Norte tinha uma movimentação quase perfeita para fechar os espaços", afirma, tentando explicar mais sobre as dificuldades encontradas.

O treinador viu evolução do primeiro para o segundo tempo de seu time. "Acelerar o passe" e "encontrar o mecanismo do jogo" foram as receitas que fizeram os canarinhos serem mais efetivos após o intervalo.

Antes disso, o frio na barriga da rodada inicial e o gelo da temperatura entre 3 e 1 grau pareciam inibir os principais jogadores brasileiros. Falhas que diante de marfinenses e portugueses obrigatoriamente não poderão ser repetidas. "Eles também vão ter de jogar [contra a Coreia]. Não podemos prever o que vai acontecer", pondera Dun­­ga, no fundo, sabendo que seu time precisa jo­­gar mais.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.