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Grupo A

Quem vale mais?

Comandantes de México e Croácia têm pouco tempo no cargo e salários abaixo do padrão para o cargo na Copa. Duelo no nordeste deve alçar um dos técnicos para o estrelato

Caso o goleiro Ochoa não seja vazado, México classifica para as oitavas de final | Kai Försterling/ EFE
Caso o goleiro Ochoa não seja vazado, México classifica para as oitavas de final (Foto: Kai Försterling/ EFE)

Pouco tempo para trabalhar. Assumir o projeto em situação de risco. Remuneração baixa em relação a companheiros de profissão. Em outubro do ano passado, quando assumiram Croácia e México, respectivamente, os técnicos Niko Kovac, 42 anos, e Miguel Herrera, 46, encontraram um cenário muito similar pela frente. Após classificarem suas seleções na repescagem, provavelmente só um deles permaneça na Copa do Mundo. A decisão é hoje, a partir das 17 horas, na Arena Pernambuco.

Os comandantes têm o menor tempo no cargo entre os 32 representantes de classe no Mundial. Estrearam em novembro do ano passado e, desde então, cada um fez somente quatro partidas oficiais – duas delas na fase de grupo do próprio torneio. Contanto os amistosos, Herrera tem 11 jogos à frente de El Tri, enquanto Kovac soma sete com os Vatreni.

Dinheiro também é assunto semelhante para ambos. O mexicano é o treinador de menor salário do torneio, segundo a revista Forbes. ‘Piojo’, que se mantém invicto após vitória sobre Camarões e empate com a seleção brasileira, recebe aproximadamente R$ 470 mil anuais. Kovac ganha um pouco mais, algo como R$ 610 mil – terceiro pior no ranking financeiro.

O somatório dos salário – R$ 1,1 milhão – representa 11% da remuneração anual do rival de grupo Luiz Felipe Scolari. O gaúcho fatura R$ 9 milhões por temporada, fora contratos publicitários e premiações. O italiano Fabio Capello, que comanda a Rússia é o mais bem pago: R$ 25 milhões por 12 meses de trabalho.

Coincidências à parte, os técnicos tentam provar que valem bem mais do que ganham. A vantagem é do latino, que conta com o empate para classificar. Nada que amedronte o europeu. "Se alguém tem de entrar em campo com os joelhos tremendo são eles", apimenta Kovac. "Concordo que o México não jogou bem apenas nos dois últimos jogos, mas desde que Herrera assumiu. Fizeram uma ótima repescagem contra a Nova Zelândia com pouco tempo, assim como nós. É um ótimo grupo... Mas temos a receita para ganhar deles", emendou o treinador, que mencionou o fator sorte no empate mexicano contra os anfitriões.

Do outro lado, a orientação é clara: não cair nas provocações. O jogo de palavras é benéfico apenas ao adversário. "Na coletiva as pessoas falam qualquer coisa. No campo que se mostra o que foi feito no trabalho. Se foi sorte ou não, empatamos com o Brasil. Eles não", diz Herrera, típico ‘paizão’ dos atletas.

"Miguel chegou e a nossa sorte e resultados mudaram. Sofremos muito para estar aqui. O jogo de hoje é uma grande oportunidade para entramos para a história do futebol mexicano", aposta o volante Moreno.

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