
A humilhação imposta pela Holanda, 5 a 1 logo na estreia, rachou a campeã mundial Espanha. Entre atletas, imprensa e torcedores. Discórdia que só uma vitória sobre o Chile, hoje, às 16 horas, é capaz de atenuar.
Confira as escalações de Espanha e Chile
Diante da obrigação de vitória no Maracanã para seguir viva no Grupo B, o volante Xabi Alonso e o meia Fàbregas reivindicaram o fim do tiki-taka a estratégia amparada na posse de bola que os levou à conquista em 2010. "O que essa equipe fez nos últimos seis anos foi história. Mas não se pode viver disso. Nós temos de vencer o Chile. Dessa vez não se pode ter um futebol tão de posse, toque de bola, passe, passe e passe. Nós temos de ser mais dinâmicos", sentenciou Fàbregas, negociado pelo Barça com o Chelsea.
Cotado para entrar no time, o meia Juan Mata saiu em defesa do sistema consagrado pelo Barça. "Temos um estilo em que conseguimos controlar bem a partida e não vejo motivo para mudar a forma de jogar", rebateu o representante do Manchester United.
Vicente Del Bosque encarou este confronto de ideias de uma forma positiva. "A ansiedade é boa e está controlada. O contrário seria preocupante. Há uma rebeldia entre nós que deve ser mostrada amanhã [hoje]. O Chile é um adversário muito estável", declarou o treinador, em entrevista coletiva ontem.
Mantendo ou descaracterizando o esquema de controle da bola, é certo que a equipe virá mexida em sua escalação. "Faremos alguma alteração, mas não muitas. Nós sabemos a qualidade de nossos jogadores e confiamos em todos eles", afirmou Del Bosque. O atacante Pedro deve ser uma das novidades.
O vexame esportivo ainda reacendeu a desunião do país. Os madrilenhos culparam os catalães e vice-versa (algo que pode ser entendido como uma amostra da rivalidade entre Real Madrid e Barcelona). Diferenças regionais estampadas nas capas dos jornais, um cenário comum antes do título mundial, em 2010.







