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A presidente Dilma Rousseff lançou nesta quinta-feira (15) uma campanha para proteger os direitos dos trabalhadores, principalmente dos setores de turismo e hotelaria, durante a Copa do Mundo.Com o slogan "Gente Decente respeita o Trabalho Decente", o governo pretende ter a adesão de empresas privadas e que elas se comprometam a ofertar cursos de capacitação, garantir segurança e saúde no trabalho além do cumprimento de acordos coletivos das categorias nas 12 cidades-sede.

"Em épocas passadas em nosso pais, nós não tínhamos de fato trabalho decente aqui no Brasil", disse a presidente. "Qualquer emprego bastava, qualquer ocupação servia. Muitas vezes as pessoas viviam do trabalho informal, daquilo que no nosso pais se chama de 'bico'. Conseguir um trabalho com carteira assinada era uma raridade", completou.

Ainda fazendo comparações com o passado, Dilma disse que o desemprego era uma "ameaça permanente e constante" no país e que "felizmente nosso país virou essa página". Segundo ela, o Brasil exibe "com orgulho as mais baixas taxas de desemprego do mundo" e também de sua história. Dilma reforçou que foram criados nos últimos 3 anos e meio cerca de 4,8 milhões de vagas com carteira assinada. A previsão do governo é de que o acordo com o setor privado possa atingir um milhão de pessoas que trabalham nas áreas de turismo e hotelaria.

Durante o evento, entidades sindicais representam trabalhadores e empresários já assinaram o acordo. Com o apoio das empresas, a campanha pretende ainda fortalecer o combate ao trabalho infantil, tráfico de pessoas e exploração sexual de crianças e adolescentes. A adesão das empresas é voluntária e o prazo do acordo termina em 31 de agosto - a Copa do Mundo no Brasil se encerra em julho.

As medidas fazem parte do chamado "Compromisso Nacional para aperfeiçoar as condições de trabalho na Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014" e tem também o apoio de governos estaduais e prefeituras.

Acordo

Durante o evento de lançamento da campanha e assinatura do termo de compromisso, realizado no Palácio do Planalto, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) elogiou a iniciativa e disse que o entendimento entre empregados e trabalhadores "estava a passos lentos".

"A sociedade brasileira consegue quando estimulada e convocada, a dar soluções efetivamente democráticas, humanas e profundamente justas para os problemas que estamos enfrentando no Brasil. Obrigado por essa maturidade do passo que estamos dando", afirmou.

O ministro Manoel Dias (Trabalho) disse também que a ideia da campanha nacional ganhou força apenas em 2013, mas que essa luta pela "manutenção de mais e melhores empregos deve ser vista como oportunidade para avançar", dando igualdade de oportunidades "a jovens, mulheres, negros e pessoas com deficiência".

"Consideramos fundamental esse conjunto de iniciativas para as atividades da Copa. Somar esforços é assegurar a implementação efetiva de políticas e a construção do legado positivo que todos desejamos para o país", afirmou.

Trabalhadores e empresários

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Wagner Freitas de Moraes, defendeu que esse tipo de medida também ocorra fora do período da realização do evento esportivo. "É preciso enfatizar que acordos como esse, de entendimento nacional, não sejam feitos apenas para eventos esportivos. Ainda é pequena a nossa capacidade de negociação coletiva", afirmou.

O vice-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Alexandre Furlan, elogiou a iniciativa, mas ponderou que "só pode haver trabalho decente com empresas sustentáveis". "É de se ressaltar que torcemos muito para o sucesso da nossa seleção nos gramados, da mesma forma que torcemos e colaboramos para aumento da competitividade, (...) para a sustentabilidade empresarial e geração de empregos", afirmou.

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