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A Arena Amazonas, onde os telões registraram vários olhares do melhor do mundo Cristiano Ronaldo, foi sondada para abrigar um centro de triagem de presos. Na Arena Pantanal, onde James Rodrigues marcou contra o Japão na caminhada para se tornar uma das revelações da Copa, Yago Pikachu tentará ajudar o Paysandu contra o Cuiabá, no próximo dia 20, na retomada da Série C. Em Brasília, no estádio mais caro da Copa e onde o Brasil não conseguiu nem o melancólico terceiro lugar, o Candangão 2015 desafiará a média de público de 1.036 torcedores deste ano.

Veja a média de público nos estádios por partida Os três palcos têm o destino mais incerto entre as praças esportivas no choque de realidade pós-Mundial.

De acordo com a Federação Amazonense de Futebol, a despesa de uso do estádio é R$ 1,5 milhão. Só o aluguel custa R$ 210 mil, mais impostos, gastos com funcionários, segurança. O custo mensal de manutenção, sem jogo, chega R$ 500 mil. Por tudo isso, o impasse persiste. A ponto de o Tribunal de Justiça do estado ter cogitado em 2013 que o local seja usado também como espaço para triagem de presos antes de eles seguirem para o sistema carcerário.

Para compensar os custos, foi encomendado um estudo à empresa Ernst Young, com previsão de conclusão em agosto, para definir uma modalidade de cessão onerosa do espaço, que custou R$ 594 milhões.

A Arena Pantanal teria despertado a cobiça de Ronaldo ‘Fenômeno’ e do ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, que estariam interessados em assumir conjuntamente a gestão do estádio, segundo informou o presidente da federação estadual Luiz Wellington da Silva. Espera-se que o processo de licitação para o uso do estádio por 30 anos seja concluído até outubro.

"O custo para a federação, por partida na Arena, é de aproximadamente R$ 100 mil. Não é viável colocar jogos do estadual lá. Não temos público para tamanho espaço", reforçou o dirigente.

A Federação Mato-Grossense de Futebol teria recebido da CBF a promessa de que cinco jogos da Série A serão disputados na Arena Pantanal.

Uma alternativa à ociosidade seria usar o estádio para abrigar jogos de futebol americano, que tem sete times na cidade. "A nossa média de público no ano passado foi maior que a média de público do campeonato mato-grossense de futebol ‘normal’. Ano passado tivemos por volta de 2 mil pessoas em cada jogo", disse o atual técnico do Cuiabá Arsenal, Brian Guzman, à BBC Brasil.

Com uma arrecadação de R$ 1,3 milhão no primeiro ano, a previsão do Tribunal de Contas do Distrito Federal é que o estádio Mané Garrincha, o mais caro da Copa, leve mil anos para recuperar o valor investido, estimado pelo mesmo órgão controle em R$ 1,9 bilhão.

De acordo com a Secopa-DF, há conversas para mais partidas do Campeonato Brasileiro e para shows, mas nada concreto. Em 2016, a arena deve receber partidas do futebol olímpico, e em 2019 a Universíade.

No que depender do futebol brasiliense, o estádio só não fica vazio em uma final. "Para abrir o estádio precisa de uma empresa de limpeza com 50 funcionários, e mesmo para usar apenas o anel inferior você precisa de pelo menos 200 brigadistas", explicou Regis de Carvalo, gerente de futebol do Brasília, time local ao site UOL.

Em Natal, estádio irá encolher para 32 mil lugares, após a retirada das estruturas temporárias. O espaço é gerido por uma parceria público-privada entre o governo do Rio Grande do Norte e a empresa que leva o mesmo nome da arena. Por enquanto, não há planos de mudar o modelo.

Além dos jogos do América e ABC, pela Série B, a Secretaria Extraordinária para Assuntos Relativos à Copa do Mundo 2014 (Secopa-RN) informou que a Arena das Dunas irá receber "eventos corporativos, de entretenimento, shows, culturais, entre outros".

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