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Final

Messi fica no quase

Dono dos principais títulos do mundo – individuais e pelo Barcelona – camisa 10 da Argentina perde a terceira Copa e ainda não consegue se igualar ao “Diós” Maradona

Aborrecido com a derrota, Messi não deu bola para a premiação de melhor jogador da Copa | Hugo Harada, enviado especial/ Gazeta do Povo
Aborrecido com a derrota, Messi não deu bola para a premiação de melhor jogador da Copa (Foto: Hugo Harada, enviado especial/ Gazeta do Povo)

Nunca Lionel Messi esteve tão perto de igualar-se, definitivamente, aos maiores craques da história do futebol. Batido na final com a Alemanha, o argentino quatro vezes melhor do mundo não conseguiu o título que o diferencia de Pelé, tri, e Maradona, campeão.

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Prova da ânsia do camisa 10 pela conquista que lhe falta, foi a reação do meia ao receber o prêmio de melhor jogador do torneio. Logo após o 1 a 0, o jogador subiu as escadarias do Maracanã emburrado e, tão logo conseguiu, desfez-se do troféu de "Bola de Ouro", premiação oferecida pela Fifa para o melhor jogador da Copa do Mundo.

Ao ser entrevistado, não fez questão nenhuma de esconder a decepção. "Não tem importância ser o melhor jogador sem ganhar a Copa do Mundo", resumiu, contido como sempre, na zona mista do Maracanã.

Adversário na decisão, o volante alemão Schweins­­teiger contestou a eleição do barcelonista. "Temos de respeitar e dar os parabéns. Mas eu tenho outra opinião. Quando você vê Neuer, Müller, Lahm, eles foram inacreditáveis. Mas nós ficamos com a melhor parte". Curiosamente, já são 20 anos em que o premiado não fica com a taça – o último foi o brasileiro Romário, em 1994.

Foi a terceira participação de Messi. Estreou em 2006, aos 19 anos, marcou um gol e viu do banco a eliminação nos pênaltis também para a Alemanha. Em 2010, sucumbiu com a caótica seleção de Maradona e não balançou a rede – caiu novamente para os germânicos.

No Brasil, teve mesmo o melhor desempenho na disputa. Jogou as sete partidas da Alviceleste, com 693 minutos no gramado. Anotou quatro gols e deu uma assistência. Foi decisivo, principalmente, nos confrontos da primeira fase.

Ontem, teve atuação irregular. Atuou bem no primeiro tempo e, no mesmo ritmo do time, foi sumindo. Deu quatro chutes, protagonizou três jogadas individuais, cometeu uma falta, correu 10,7 quilômetros e alcançou até 30,3 km/h.

Mas, quando mais a Argentina precisou, falhou. No início da etapa final, recebeu passe livre na área e chutou cruzado para fora. Teve ainda a última chance de evitar o pior, quando bateu por cima uma falta a média distância, a apenas dois minutos do fim da prorrogação.

"Foi amargo. Tivemos oportunidades, Pipita [apelido do atacante Higuaín] e eu, e perdemos", comentou. "Nós queríamos levar a taça para casa, e achamos que esse era o momento. Merecíamos mais. Fica uma tristeza grande, mas vamos de cabeça erguida para casa", completou.

Restou o consolo do treinador, Alejandro Sabella, para quem Messi não precisa ser campeão do mundo com a Argentina. "Lionel já está no rol dos grandes há muito tempo. Ele mereceu o prêmio de melhor da competição. Jogou um excelente Mundial, foi um fator fundamental para chegar aonde chegamos".

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