Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Grupo A

Psicologia ‘Scolariana’

Comandante admite que teve de trocar o trabalho tático e técnico pelo emocional para evitar que os jogadores sentissem o peso da estreia no Mundial em casa

Thiago Silva, capitão do time, foi o principal alvo do trabalho emocional do técnico Felipão | Albari Rosa
Thiago Silva, capitão do time, foi o principal alvo do trabalho emocional do técnico Felipão (Foto: Albari Rosa)

O técnico Luiz Felipe Scola­ri deixou de lado o campo, as pranchetas, os vídeos do adversário e se dedicou a uma atividade classificada por ele como ainda mais difícil às vésperas da estreia brasileira na Copa de 2014. Um trabalho psicológico, diferente, individualizado para tentar controlar a ansiedade e a expectativa do jovem time nacional antes do "primeiro degrau" a caminho do hexacampeonato.

E pode ter sido essa estratégia alternativa um dos alicerces para a virada verde e amarela. "Ontem [quarta-feira] de manhã até a noite eu não saí de determinados locais; não pude ir ao meu quarto porque eu tive que fazer um trabalho diferenciado, vendo alguns jogadores que podiam estar sentindo mais o peso de jogar hoje [ontem]. Às vezes a gente imagina que são todos como nós, mais experientes, mais velhos, mais vividos, que assimilamos. Mas eles são jovens", revelou Felipão, que contou com a ajuda da psicóloga da seleção, Regina Brandão.

Um reforço emocional que contribuiu para o time não se abater com o golpe duro de sofrer um gol contra, de Marcelo, logo aos 11 minutos de jogo. "Copa do Mundo é diferente. Claro que quando a gente joga em casa e toma o primeiro gol no começo, do jeito que foi, para assimilar o golpe é um pouco mais difícil. Mas depois dos sete minutos a gente sabia que ia fazer um gol", afirmou o treinador.

Um dos alvos do trabalho foi o capitão Thiago Silva. Sob o peso da braçadeira, ele foi o único a não correr ao banco de reserva na comemoração do gol. Ficou no centro do campo pedindo calma aos colegas quando o Brasil empatou. Ele ainda chegou a ficar de costas durante a cobrança de pênalti de Neymar.

O outro impulso veio das arquibancadas, que não deixaram o time arriar. O próprio Marcelo recobrou o ânimo quando o público começou a gritar seu nome após a falha. "Quem está de parabéns são esses torcedores. Foi maravilhoso, sensacional, fantástico o que fizeram. Se existia alguma história de que São Paulo não torcia pelo Brasil, isso acabou", elogiou, apesar de boa parte do público não ser paulista.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.