Brasil x Alemanha
Por necessidade ou convicção, Brasil e Alemanha fazem da força coletiva a arma para chegar à decisão. As duas seleções mais presentes em finais de Mundial sete vezes cada duelam para ir à oitava disputa de título amanhã, em Belo Horizonte.
O conjunto tornou-se a única arma brasileira após a contusão de Neymar. Sem seu artilheiro (quatro gols) e melhor finalizador (13 no alvo), o time de Felipão precisa levar à potência máxima o que já havia feito nos mata-matas contra Chile e Colômbia. Com seu craque bem marcado, a Seleção teve os zagueiros como goleadores e Hulk como maior chutador oito tentativas.
"O Brasil não é só o Neymar", disse o capitão Thiago Silva, entoando o mantra da vez. "Eles vão se unir cada vez mais pelo que aconteceu com Neymar", aposta o meia alemão Bastian Schweinsteiger. Mais talentoso jogador da Alemanha, Schweini começou a Copa no banco, por estar voltando de contusão. Antes a equipe que já havia perdido Marco Reus, craque da última Bundesliga. Na prática, o efeito foi quase nulo.
Resultado de uma base formada gradativamente a partir do Mundial de 2006 e que passa boa parte da temporada junto. Sete jogadores defendem o Bayern e quatro o Dortmund. "A melhor arma é como lidam com cada situação de jogo. E o conjunto. O grupo é muito forte", disse Dante, zagueiro do Bayern, provável substituto de Thiago Silva e peça-chave para fazer o Brasil vencer a batalha coletiva contra os alemães.
Argentina x Holanda
Argentina e Holanda têm quatro duelos de Copa no histórico, mas nenhum será tão polarizado como o de quarta-feira, em São Paulo. A luta para jogar a final será, acima de tudo, um duelo entre Lionel Messi e Arjen Robben.
La Pulga tem assumido o protagonismo na Albiceleste como jamais havia feito. Os oito gols argentinos tiveram sua assinatura. Em quatro botou a bola na rede. Nos demais, participou da construção da jogada.
A partida com a Bélgica, sábado, foi a primeira na qual Messi não saiu eleito melhor em campo vitória de Higuaín, autor do único gol do jogo. Exceção que dificilmente se repetirá na semi. Os dois coadjuvantes do craque estão fora: Di María e Agüero (começa no banco).
Não é uma situação muito diferente da holandesa. Louis Van Gaal montou uma equipe operária que permitisse o brilho de Snejder, Van Persie e Robben nos contra-ataques. Todos foram importantes na campanha, mas Robben rapidamente descolou dos demais. Ele divide a artilharia do time com Van Persie (três gols), mas tem uma assistência, um pênalti contra o México e 17 arrancadas até a área adversária.
"A Holanda é melhor contra-atacando, então não podemos perder bolas em zonas perigosas. Eles têm muita fome e sangue nos olhos por terem perdido a final na África do Sul", diz Javier Mascherano, o mais dedicado dos operários escalados para permitir que Messi vença o esperado duelo homem contra homem.







