
Se restavam dúvidas da importância de Rafinha para o Coritiba, as duas últimas vitórias da equipe, sobre Cianorte (2 a 1) e Toledo (3 a 1), encerraram qualquer controvérsia. Não pelos dois gols marcados pelo meia um deles, de placa, o quinto em cinco jogos. Nas duas partidas, bastou o camisa 7 ser substituído para a equipe sentir, imediatamente, a ausência de seu melhor jogador no Paranaense.
Dificuldade que terá de ser superada hoje à noite. Diante do Operário, às 21h45, em Ponta Grossa, o meia não estará em campo, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. E como saída para arrumar a equipe sem a dinâmica proporcionada pelo baixinho de 1,67 m, o Coxa aposta na formação de uma equipe alta.
"Acredito que possa ser uma partida decidida nas bolas aéreas. Por isso colocaremos o Lucas (zagueiro, 1,83 m) e o Ramon. Assim, teremos pelos menos cinco jogadores altos em condições de cabecear (além da dupla, os zagueiros Jéci e Pereira, mais o volante Marcos Paulo)", comenta o técnico Ney Franco.
A partir daí, caberá aos alas Fabinho e Renatinho (improvisado) e ao meia Enrico a construção desse tipo de jogada. "Gosto de ficar na área para o cabeceio, acredito que faremos um grande jogo. O Rafinha é um bom jogador, mas temos no elenco substitutos à altura", comenta Ramon, que fará o seu primeiro jogo desde o início no lugar de Ariel, vetado por uma tendinite na coxa esquerda.
Caminho encontrado para manter o Coritiba 100% na competição, cada vez mais firme na busca pelas vantagens do supermando e, de quebra, barrar os comentários de uma possível dependência de Rafinha.
"Ano passado se comentou muito que o Coritiba era dependente do Marcelinho (Paraíba). Esse ano a história está se repetindo. São jogadores diferentes, de características diferentes, não cabe a comparação. E nenhuma equipe pode ser dependente de apenas um atleta", afirma o treinador.
O incômodo pela lembrança e a preocupação com o futuro têm razão de existir. Em 2009, a performance de Paraíba tinha mesmo relação direta com os resultados do Coritiba em campo. Quando ele ia bem, o time vencia. Do contrário, o insucesso era praticamente certo.
Em meio a isso, ainda havia o tormento pela renovação do contrato dele. Até que, na reta final da disputa, de contrato refeito, Paraíba rendeu menos do que o esperado e o término do Brasileiro foi trágico, com rebaixamento à Segunda Divisão. Mesmo assim, dos 48 gols feitos pelo Coritiba na disputa, o hoje atleta do São Paulo anotou 14.
"Esse ano acredito que teremos uma equipe mais qualificada do que ano passado. Nossas contratações estão sendo pontuais e os jogadores que subiram da base estão atendendo as nossas necessidades", analisa Ney Franco.
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Ao vivo
Operário x Coritiba, às 21h45, na RPC TV, PFC e no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes)
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Veja a ficha técnica do jogo Operário X Coritiba
Em Ponta Grossa
Operário
Danilo; Grafite (Ceará), Flamarion e João Renato; Cassiano (Lisa), Silvão, Serginho Paulista, Serginho Catarinense e Digão; Douglas (Dyego Souza) e Baiano.
Técnico: Norberto Lemos.
Coritiba
Édson Bastos; Jéci, Pereira e Lucas Mendes; Fabinho, Leandro Donizete, Marcos Paulo, Enrico e Renatinho; Marcos Aurélio e Ramon.
Técnico: Ney Franco.
Estádio: Germano Krüger. Horário: 21h45. Árbitro: Héber Roberto Lopes. Auxs.: Ivan Carlos Bohn e Guilherme Roggenbaum.







