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Paranaense

Coritiba cresce 16 centímetros para anular a ausência de Rafinha

Ao trocar meia de 1,67 m por zagueiro de 1,83 m, Ney Franco escancara opção por derrotar o Operário com a bola aérea

Fora do jogo por causa de uma tendinite, Ariel levou o filho, Bautista, ao treino de ontem do Coritiba | Giuliano Gomes/ Gazeta do Povo
Fora do jogo por causa de uma tendinite, Ariel levou o filho, Bautista, ao treino de ontem do Coritiba (Foto: Giuliano Gomes/ Gazeta do Povo)

Se restavam dúvidas da importância de Rafinha para o Coritiba, as duas últimas vitórias da equipe, sobre Cianorte (2 a 1) e Toledo (3 a 1), encerraram qualquer controvérsia. Não pelos dois gols marcados pelo meia – um deles, de placa, o quinto em cinco jo­­gos. Nas duas partidas, bastou o camisa 7 ser substituído para a equipe sentir, imediatamente, a ausência de seu melhor jogador no Paranaense.

Dificuldade que terá de ser superada hoje à noite. Diante do Operário, às 21h45, em Ponta Grossa, o meia não estará em campo, suspenso pelo terceiro car­­tão amarelo. E como saída para arrumar a equipe sem a di­­nâmica proporcionada pelo baixinho de 1,67 m, o Coxa aposta na formação de uma equipe alta.

"Acredito que possa ser uma partida decidida nas bolas aéreas. Por isso colocaremos o Lucas (zagueiro, 1,83 m) e o Ramon. Assim, teremos pelos menos cinco jogadores altos em condições de cabecear (além da dupla, os zagueiros Jéci e Pereira, mais o volante Marcos Paulo)", comenta o técnico Ney Franco.

A partir daí, caberá aos alas Fabinho e Renatinho (improvisado) e ao meia Enrico a construção desse tipo de jogada. "Gosto de fi­­car na área para o cabeceio, acredito que faremos um grande jogo. O Ra­­finha é um bom jogador, mas temos no elenco substitutos à altura", comenta Ramon, que fará o seu primeiro jogo desde o início no lugar de Ariel, vetado por uma tendinite na coxa esquerda.

Caminho encontrado para manter o Coritiba 100% na competição, cada vez mais firme na busca pelas vantagens do supermando e, de quebra, barrar os comentários de uma possível dependência de Rafinha.

"Ano passado se comentou muito que o Coritiba era dependente do Marcelinho (Paraíba). Esse ano a história está se repetindo. São jogadores diferentes, de características diferentes, não cabe a comparação. E nenhuma equipe pode ser dependente de apenas um atleta", afirma o treinador.

O incômodo pela lembrança e a preocupação com o futuro têm razão de existir. Em 2009, a performance de Paraíba tinha mesmo relação direta com os re­­sultados do Coritiba em campo. Quando ele ia bem, o time vencia. Do contrário, o insucesso era praticamente certo.

Em meio a isso, ainda havia o tormento pela renovação do contrato dele. Até que, na reta final da disputa, de contrato refeito, Paraíba rendeu menos do que o esperado e o término do Bra­­silei­ro foi trágico, com rebaixamento à Segunda Divisão. Mes­­mo as­­sim, dos 48 gols feitos pelo Cori­tiba na disputa, o hoje atleta do São Paulo anotou 14.

"Esse ano acredito que teremos uma equipe mais qualificada do que ano passado. Nossas contratações estão sendo pontuais e os jogadores que subiram da base estão atendendo as nossas necessidades", analisa Ney Franco.

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Ao vivo

Operário x Coritiba, às 21h45, na RPC TV, PFC e no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes)

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Veja a ficha técnica do jogo Operário X Coritiba

Em Ponta Grossa

Operário

Danilo; Grafite (Ceará), Flamarion e João Renato; Cassiano (Lisa), Silvão, Serginho Paulista, Serginho Catarinense e Digão; Douglas (Dyego Souza) e Baiano.

Técnico: Norberto Lemos.

Coritiba

Édson Bastos; Jéci, Pereira e Lucas Mendes; Fabinho, Leandro Donizete, Marcos Paulo, Enrico e Renatinho; Marcos Aurélio e Ramon.

Técnico: Ney Franco.

Estádio: Germano Krüger. Horário: 21h45. Ár­­bitro: Héber Roberto Lopes. Auxs.: Ivan Carlos Bohn e Guilherme Roggenbaum.

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