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Brasileiro

Coritiba recorre a Cuca para salvar Dorival Júnior

Apontado por ex-presidente como um dos responsáveis pelo rebaixamento em 2005, técnico do Flu é testemunha-chave para o clube tentar reverter punição

Dorival Júnior não pôde comandar o Coritiba do banco de reservas contra o São Paulo. | Giuliano Gomes/ Gazeta do Povo
Dorival Júnior não pôde comandar o Coritiba do banco de reservas contra o São Paulo. (Foto: Giuliano Gomes/ Gazeta do Povo)

Apontado pelo então presidente Giovani Gionédis como um dos pivôs da queda do Coritiba à Série B, em 2005, o técnico Cuca pode ajudar o Coxa a ter Dorival Júnior de volta ao banco de reservas já na partida do próximo domingo, contra o Cruzeiro. O atual treinador do Fluminense é testemunha-chave para livrar o comandante alviverde da punição de 30 dias imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O recurso da pena será julgado na quinta-feira pelo pleno do Tribunal.

Na sessão realizada quarta-feira passada, nem Júnior nem Cuca puderam comparecer, pois estavam dirigindo suas equipes contra Figueirense e Náutico, respectivamente. "Agora de fato teremos um julgamento. O primeiro ficou prejudicado devido à tabela do campeonato. Nem o Dorival nem a testemunha puderam comparecer, e a única versão que existia era a da súmula", afirmou o advogado do Coritiba, Gustavo Nadalin, confiante de que, desta vez, a defesa poderá trabalhar com todas as armas.

Dorival foi denunciado por supostamente ter ofendido e feito gestos direcionados ao árbitro Pablo dos Santos na partida contra o Santos (3/8), na Vila Belmiro. O relato que consta na súmula, no entanto, foi feito pelo quarto árbitro, com quem o técnico alviverde havia se desentendido momentos antes, ao tentar dar instruções a seus jogadores.

Segundo ele, Dorival teria dito: "Esse árbitro é uma m..., safado. Voltou para o segundo tempo mal intencionado. Vocês são todos uns sem-vergonha".

A defesa do Coritiba tentará provar que nada disso foi falado, e aí entra a palavra de Cuca, que na época treinava o Santos. Ele poderia confirmar que Júnior não disse nada a respeito do árbitro.

"O depoimento dele será muito importante e nós vamos brigar pela absolvição", afirma Nadalin.

A participação de Cuca na defesa de Júnior mostra uma reaproximação entre clube e técnico. Em 2005, ele treinou o Coxa por 28 rodadas, com 9 vitórias, 8 empates e 11 derrotas. Depois do rebaixamento, Gionédis disse ter se arrependido de não mandar Cuca embora após o Coritiba perder para o time reserva do Atlético por 1 a 0, na Arena. No ano seguinte, o dirigente não aceitou ceder o CT da Graciosa para o Botafogo, na época treinado pelo curitibano, se preparar para um jogo com o Atlético.

Além do testemunho de Cuca, os advogados do Coritiba também vão usar vídeos para provar a inocência de Júnior. Outra alternativa para tê-lo no banco nos jogos contra Cruzeiro, Botafogo, Vitória e Fluminense será reverter a pena por cestas básicas. "Não é nosso objetivo, mas pode ser uma solução", diz Nadalin.

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