Federação provoca atritos

Em 2008, as garotas competiram o Brasileiro desvinculadas da Federação Paranaense de Patinação Artística (FPPA) e, com isso, não tinham o direito de concorrer a vagas no Mundial. "Tivemos alguns desentendimentos com a Federação, o que nos levou a criar a Liga de Patinagem do Paraná, junto com outras duas escolas em Curitiba," conta Fabiana Consentino. Uma das motivações para a criação da Liga era a falta de incentivo para competições no âmbito nacional. "Tínhamos dificuldades para efetuar pagamentos das inscrições via FPPA", diz.

Já a Federação afirma que a Escola Curitibana de Patinação não cumpria os prazos estipulados para os pagamentos das inscrições. "Teve uma ocasião em que o cheque que recebemos era sem fundo", diz o vice-presidente da instituição, Ilson Sanches de Carvalho. Em março deste ano, a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP) reconheceua equipe, com consentimento da FPPA, para que atue de forma independente. (AB)

Primeira atleta paranaense a participar de um campeonato mundial de patinação artística, Francys Zanon, de 20 anos, volta a competir em nível internacional no mês de novembro. Em 2005, disputou no individual. Desta vez, vai para o Mundial da Alemanha disputar a modalidade mini-grupo show com outras 11 patinadoras da equipe santista que representa.

"Meu objetivo é voltar a um Mundial no individual. Este ano, não deu. Quem sabe ano que vem?", diz. Apesar de treinar 95% do tempo com a equipe da Escola Curitibana de Patinação, não compete pela entidade. "Ano passado, quando não estávamos ainda regularizados na Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP), sugeri que ela se filiasse a um clube de Santos (cidade que abriga as principais equipes do país) para que não deixasse de competir", conta a técnica Fabiana Consentino.

Ela acompanha Francys desde os tempos em que também competia e treinavam juntas. "A Fran é uma atleta muito veloz e forte", avalia Fabiana. Mas a qualidade técnica e os bons resultados ainda não renderam apoio financeiro. "Banco tudo com meu 'paitrocínio'", diz a atleta, que, entre os treinos, cursa o quarto ano de Arquitetura. (AB)

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