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Brasileiro

Drama repetido

Assim como na final da Copa do Brasil, Marcos Aurélio corre para se recuperar de contusão e ter condições de enfrentar o Atlético

Marcos Aurélio está invicto contra o ex-time Atlético: cinco vitórias e três empates | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Marcos Aurélio está invicto contra o ex-time Atlético: cinco vitórias e três empates (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

O destino pregou outra peça no baixinho Marcos Aurélio. Um dos principais nomes do Coritiba na temporada, o atacante não está confirmado no Atletiba de domingo, jogo que pode sacramentar a classificação do time para a Liber­tadores e jogar o arquirrival para a Série B. Culpa de um pisão que sofreu no pé esquerdo durante a vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, há 18 dias, que o tirou dos últimos três jogos do Alviverde.

Um drama repetido. Há quase seis meses, Marcos Aurélio perambulava entre o departamento mé­­dico e a fisioterapia – com algumas passagens pelo gramado –, tentando se curar de uma grave lesão muscular na coxa a tempo de enfrentar o Vasco, na final da Copa do Brasil (8/6).

A maratona, à época, não deu certo. Visivelmente fora de forma, o atacante participou apenas dos últimos 30 minutos do jogo. Não teve nenhuma chance de marcar o gol que daria o título nacional.

Desta vez, porém, a tendência é que seja diferente. O indicativo foi o treino de ontem, no Couto Perei­ra. Estava lá o dono do par de chuteiras verde neon correndo de um lado para o outro, sorrindo como criança quando volta a fazer o que gosta. Sinal claro de que as dores no pé já não incomodam tanto.

"Um jogador quando fica fora tem a sede de jogar. Estou ansioso. É especial voltar em uma partida dessas. Estou trabalhando fisicamente para estar 100% pronto no domingo", afirmou o baixinho, que participou de 52 dos 70 jogos da temporada, construída por gols, contusões e uma queda de rendimento na metade final do ano – 12 dos 20 gols que fez em 2011 foram no primeiro semestre.

Números que fazem Marcos Aurélio admitir não viver boa fase. Ele não marca gols há um mês e meio, desde a derrota por 3 a 1 para o Flumi­­nense. "Nem sempre fui tão bem, mas acredito que a volta [no Atletiba] é mais pela vontade de querer ajudar a equipe em um momento tão importante", ressaltou o jogador de 27 anos.

O provável retorno alegra os coxas-brancas. Para a torcida alviverde, o camisa 10 tem um quê de amuleto: não perdeu nenhum dos oito confrontos com o Atlético – um de seus ex-clubes – que fez com a camisa verde e branca. Venceu cinco e empatou três.

E já balançou quatro vezes a rede rubro-negra. Marcou, por exemplo, o gol da vitória alviverde nos acréscimos por 3 a 2, no Couto Pereira, pelo segundo turno do Brasileiro de 2009. E abriu a contagem na vitória por 2 a 0 no Atletiba que decidiu o título paranaense do ano seguinte, novamente no Alto da Glória.

Na Arena, fez de pênalti um dos gols na vitória por 4 a 2 no Estadual de 2009 e o de empate no 1 a 1 pelo campeonato da temporada posterior. Em 2011, porém, ainda não marcou contra o Atlético nos três jogos disputados.

"Já passamos por essa situação [lutar contra o rebaixamento] e sabemos como é difícil. Temos de saber aproveitar o momento de­­les", disse.

A presença do baixinho, contudo, ainda não está totalmente assegurada, dando vida ao tradicional mistério comum nas vésperas de grandes jogos. "Observamos o trabalho dele ontem [terça-feira]. Hoje [ontem], se apresentou um pouco melhor. Vamos ver até o fim da semana para decidir. É um jogador importante, que nos ajudará bastante", declarou o técnico Marcelo Oliveira, evitando dar mais pistas.

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