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Fora do estádio, um confronto ainda pior

Centenas de pessoas tentaram invadir o estádio após a partida. Conflito com a polícia transformou a região do Couto Pereira em cenário de guerra

O Couto em dia de praça de guerra: uma grade improvisada como maca para transportar um ferido | Valterci Santos/ Gazeta do Povo
O Couto em dia de praça de guerra: uma grade improvisada como maca para transportar um ferido (Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo)
Restos de cadeira pelo gramado |

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Restos de cadeira pelo gramado

Um helicóptero pousa no gramado para ajudar a retirar os feridos |

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Um helicóptero pousa no gramado para ajudar a retirar os feridos

Um policial usando como arma um pedaço de suporte de placa de publicidade |

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Um policial usando como arma um pedaço de suporte de placa de publicidade

As imagens da invasão do gramado do Couto Pereira foram exibidas por todos os canais de tevê. Mas, do lado de fora do estádio, o cenário de guerra era ainda pior.Centenas de pessoas, sem in­­gresso, amontoavam-se na frente dos por­­tões. Quando o jogo terminou, o policiamento não foi capaz de deter a turba. Pedras e paus eram as armas dos vândalos; balas de borracha a res­­posta das autoridades. No meio da confusão, até uma grande caixa de plástico, cheia de água e gelo – usada por um dos bares para armazenar bebidas –, foi arremessada do se­­gundo anel em direção à rua. Al­­guns vândalos furavam a barreira, passavam pelas arquibancadas e saltavam o fosso, unindo-se aos que já promoviam a barbárie no campo. Quem estava do lado de fora du­­rante a partida relatou que eles já vinham falando sobre uma invasão. No intervalo, o presidente da torcida Império Alviverde, Luiz Fernando Corrêa, o Papagaio, conseguiu segurar o grupo em frente ao portão de en­­trada. Mas seria por pouco tempo.Cada vez que a confusão parecia contida, mais barulhos de ba­­las de borracha e bombas de efeito moral eram ouvidos. Assim como vidros se quebrando. Torcedores e policiais passavam ensanguentados. Alguns ficavam pelo chão. O cenário lembrava um campo de batalha. Várias poças de sangue, separadas por poucos metros, pedras, paus e cacos de vidro denunciavam que por ali havia acontecido algo muito além do limite.A PM também cometeu exageros. Uma garota foi atropelada por uma viatura. Do lado da rua, policiais ficavam com as armas apontadas para o segundo anel. Se algum torcedor aparecesse no vão, uma voz ordenava "Fogo nele!"

Quando a situação estava mais calma, três viaturas da Rone arrancaram fazendo ziguezague, apenas para se posicionar uma quadra abaixo. Por pouco mais pessoas não fo­­ram atropeladas.

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