Michael Schumacher recebe do prefeito de Spa, Joseph Houssa, o título de cidadão honorário da cidade | Nicolas Lambert / AFP
Michael Schumacher recebe do prefeito de Spa, Joseph Houssa, o título de cidadão honorário da cidade| Foto: Nicolas Lambert / AFP

O fim de semana do GP da Bélgica será especial para Michael Schumacher. No domingo, quando disputar a prova no circuito de Spa-Francorchamps, o piloto alemão completará 300 GPs na vitoriosa carreira. O veterano evita falar em aposentadoria, mas admitiu nesta quinta-feira (30) que não realizará o pedido de um torcedor que expôs uma faixa sugerindo a ele atingir 400 provas.

"Quatrocentas corridas? Acho que podemos dizer que não, mas é bom ter torcedores me incentivando a continuar", disse. "Trezentos é um número interessante e bonito. Um número em que eu não pensei quando me aposentei no final de 2006", afirmou. "Em algum momento falou-se se alguém poderia superar os 250 do [italiano] Riccardo Patrese", lembrou.

Quando largar no domingo, Schumacher vai fazer parte de um clube exclusivo, de pilotos com 300 ou mais GPs, que só contava com o brasileiro Rubens Barrichello, com 326 corridas. E o alemão poderia ter alcançado a marca bem antes, se não tivesse se aposentado para depois retornar à Fórmula 1, pela Mercedes, apenas em 2010.

O feito vai ser alcançado em uma pista com a qual o veterano desenvolveu uma relação especial. Schumacher, que recebeu o título de cidadão honorário de Spa nesta quinta, estreou na F1, em 1991, no circuito belga. No ano seguinte, a pista foi o palco da primeira das suas 91 vitórias.

"Esta manhã eu tive uma agradável recepção para me tornar cidadão honorário de Spa. Foi algo realmente especial", disse. "Primeira corrida, primeira vitória, o sétimo título [mundial], ano passado foi o 20.º aniversário e agora a 300.ª corrida".

De acordo com as estatísticas, Schumacher é o maior piloto da história da F1, com 155 pódios, 68 pole positions, 77 melhores voltas e sete títulos mundiais. O alemão venceu seis vezes o GP da Bélgica. Schumacher estreou na Jordan em 1991 e conquistou os títulos mundiais de 1994 e 1995 pela Benetton. Ele foi para a Ferrari em 1996, onde conquistou cinco vezes o Mundial de pilotos e ajudou a equipe a faturar seis vezes o de construtores.

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