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Michael Schumacher, da Mercedes, confirma que a rápida degradação dos pneus nesta temporada tem atrapalhado as equipes | Liu Jin/ AFP
Michael Schumacher, da Mercedes, confirma que a rápida degradação dos pneus nesta temporada tem atrapalhado as equipes| Foto: Liu Jin/ AFP

Contrato

Bruno Senna lamenta troca forçada nos treinos

A cena ocorreu no GP da Malásia e da China e vai se repetir por mais 13 provas do ano: Bruno Senna dando lugar ao piloto de testes Valtteri Bottas durante a primeira das três sessões de treinos livres de um GP. A troca, que está acordada por contrato desde o início do ano, não vem agradando ao brasileiro.

"Não é o ideal porque a direção que eu vou para o acerto do carro é diferente da do Valtteri. Isso é uma coisa com a qual vou ter de me acostumar durante o ano, não tem o que fazer. Temos de acertar nossos ponteiros", reclamou Senna após os treinos na China.

Este tipo de oportunidade dada aos pilotos de testes é algo relativamente comum na F1 entre as equipes médias e pequenas. No entanto, geralmente há uma alternância entre os titulares que cedem suas vagas.

Não importa o tipo de pista, de asfalto, de clima. Se há algo que vem complicando a vida de pilotos e equipes da Fórmula 1 desde o ano passado são os pneus. E, na China, onde a categoria disputa sua terceira etapa do Mundial de 2012 a partir das 3 horas da madrugada de amanhã (horário de Brasília), não será diferente.

Em 2011, a F1 passou a utilizar os pneus da Pirelli, cuja missão era fornecer uma borracha que se degradasse rapidamente e aumentasse a emoção nas corridas. A medida foi tomada em conjunto com o retorno do Kers – equipamento que aumenta a potência por 6s6 por volta – e a adoção da DRS – cujo acionamento também aumenta a velocidade nas retas. O resultado foi o recorde de ultrapassagens batido no ano passado e provas recheadas de paradas nos boxes.

Não satisfeita com a grande diferença entre seus compostos (são quatro os tipos de pneus existentes, sendo que dois são disponibilizados a cada prova), que faziam com que as equipes adotassem estratégias parecidas, a Pirelli decidiu tornar todos os pneus mais macios em 2012. A novidade tem dado muita dor de cabeça para as equipes, que ainda não conseguiram compreender o funcionamento da nova borracha.

"É difícil entender o car­­ro porque só há quatro coisas que tocam o asfalto e elas parecem não estar funcionando", reclamou Jenson Button, da McLaren em Xangai. "Se mudávamos o acerto, a temperatura subia até 10°C e eles saíam da janela de funcionamento", reconhece o inglês, tido entre os especialistas como um dos pilotos com condução mais fina e que mais economiza os pneus.

A tal janela de funcionamento representa o intervalo de temperatura dentro do qual o pneu funciona melhor. Abaixo disso, o carro passa a escorregar. Acima, a borracha de superaquece e se degrada rapidamente. "A janela de trabalho dos pneus neste ano é menor em relação ao ano passado", observa Michael Schumacher, da Mercedes.

"A Pirelli fez um pneu que não era simples no ano passado e neste é ainda mais complicado. Ele tem uma característica que traz o desgaste em um nível que torna os tempos de volta diferentes e, ao mesmo tempo, a janela ideal de funcionamento é bem restrita. Dependendo das condições de temperatura ambiente, fica uma loteria."

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