Milton Mendes em seu último jogo à frente do Atlético, a derrota para a Ponte Preta: menos de seis meses de trabalho. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Milton Mendes em seu último jogo à frente do Atlético, a derrota para a Ponte Preta: menos de seis meses de trabalho.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Milton Mendes não é mais técnico do Atlético. O treinador não resistiu à quarta derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro, para a Ponte Preta, e foi demitido na noite de domingo (27). A demissão será anunciada nesta segunda-feira (28), provavelmente acompanhada do nome do substituto.

Com Milton Mendes, o Atlético obteve 16 vitórias, cinco empates e 13 derrotas, aproveitamento de 51,9% em 34 partidas. Boa campanha pontuada pelo estilo paizão dos jogadores – simbolizado na relação com o atacante Walter –, a empatia com os torcedores e os ternos à beira do gramado, que lhe renderam até mesmo um contrato publicitário.

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O treinador chegou a ser procurado pelo Sport para substituir Eduardo Batista, mas acabou recusando. Também estudava uma proposta do futebol japonês, ao mesmo tempo em que conversava com o Atlético sobre a renovação do seu contrato.

Mendes chegou ao Atlético em maio, para substituir Enderson Moreira. Contestada por imprensa e torcida, sua contratação foi respaldada pela conquista da Série A-2 do Campeonato Paulista, pela Ferroviária – parceira do Furacão.

À frente do Rubro-Negro, evitou o rebaixamento no Estadual e fez campanha surpreendente no Brasileiro, levando o clube a habitar a zona de classificação à Libertadores. Na Copa Sul-Americana, avançou na fase nacional e saiu em vantagem no duelo de ida das oitavas de final, após vencer o Brasília por 1 a 0, na quarta-feira (23). Este triunfo, porém, já ocorreu em meio à queda de rendimento no Brasileirão, com quatro derrotas seguidas.

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