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Ricardo Drubscky e Jorginho: mal-estar, polêmicas e desmentidos sobre a troca de comando no Atlético | Fotos: Antônio More/ Gazeta do Povo e Hedson Alves/ Arquivo/ Gazeta do Povo
Ricardo Drubscky e Jorginho: mal-estar, polêmicas e desmentidos sobre a troca de comando no Atlético| Foto: Fotos: Antônio More/ Gazeta do Povo e Hedson Alves/ Arquivo/ Gazeta do Povo

Top 5 – Passagens relâmpago de treinadores

No futebol, as coisas mudam rápido demais. Na cultura brasileira, o treinador é geralmente o primeiro a girar e a sair. Algumas histórias realmente ficam marcadas pela velocidade. A Gazeta do Povo relembra cinco passagens relâmpagos de treinadores pelo futebol local:

5 - Edu Marangon (Paraná - 2003): O técnico ficou por pouco mais de um mês, apenas seis jogos no Paraná. Quatro derrotas, um empate e uma vitória antes de ser demitido sem deixar saudades.

4 - Gílson Nunes (Atlético - 2002): No ano em que defendeu o título brasileiro, o Atlético fez uma ciranda de técnicos após a saída de Geninho. Gilson Nunes durou apenas duas semanas e fez apenas um ponto no comando do time.

3 - Felipão (Coritiba - 1990): Hoje ele é treinador consagrado, mas quando começava a carreira, Felipão passou pelo Coxa. Apenas três jogos, um empate e duas derrotas. No fim do terceiro jogo, pegou carona com o time do Juventude para Caxias do Sul.

2 - Gilberto Pereira (Coritiba - 2006): Contratado após o fracasso no acesso em 2006, Gilberto Pereira treinou o Coritiba em apenas dois jogos em 2007 e nem sequer atuou como técnico Alviverde na casamata do Couto Pereira.

1 - Jair Picerni (Atlético - 1985): Jair Picerni bateu um recorde negativo no Atlético em 1985. Chegou num dia, foi apresentado e no dia seguinte recebeu uma proposta da Ponte Preta. Não teve dúvidas: pediu as contas e foi para Campinas.

MCP suspenso

O TJD-PR condenou o Atlético e o presidente do clube, Mario Celso Petraglia, pela publicação de ofensas, via Twitter, ao trio de arbitragem – Adriano Milczvski e os assistentes Roberto Braatz e Bruno Boschila – que apitou a final do Campeonato Paranaense. Petraglia foi condenado a pagar R$ 50 mil de multa, além de 140 dias de suspensão. Já o Atlético terá de pagar R$ 10 mil como pena.

O clima fechou na terça-feira (26) para Ricardo Drubscky. Involuntariamente, o treinador se viu dentro de uma polêmica criada pela própria diretoria do Atlético, que, sem demitir o atual treinador, abriu negociação para substituí-lo por Jorginho, campeão da Série B pela Portuguesa (2011).

As conversas seguiram em ritmo acelerado até o pos­­tulante "descobrir" que Drubscky era o treinador rubro-negro e não havia sido demitido. Aí Jorginho decidiu interromper os contatos até que haja a definição do destino do colega de profissão.

A negociação pelas costas de Drubscky, apenas 13 dias depois de o técnico ser anunciado como substituto do uruguaio Juan Ramón Carrasco, gerou mal-estar e escancarou o processo de fritura do minei­ro, cotado para assumir o sub-23, time que participa apenas de amistosos esporádicos com jogadores fora dos planos.

Antes de a polêmica ganhar corpo, Drubscky deu ex­pediente normal no CT do Caju. Programação que, garante, será mantida hoje. Mas se mostrou bastante incomodado com os boatos de demissão. "Eu não estou sabendo de nada neste momento. Prefiro não comentar nada por ser especulação", disse ele, no fim da tarde de terça. O retrospecto do treinador até o momento é modesto, com um empate por 0 a 0 contra o Goiás e a derrota por 1 a 0 para o Ceará.

Enquanto isso, Jorginho foi e voltou no discurso. De imediato, se mostrou bem satisfeito com a possibilidade de treinar o Atlético. A negociação esbarrava apenas na pedida salarial e na cobrança de reforços por parte do "candidato". "É verdade, tenho conversado e algumas coisas estão boas e outras ainda não. O que importa é que seja bom para mim e para a torcida do Atlético. É um clube grande e que merece um grande time para subir sendo campeão", disse Jorginho à Gazeta do Po­­vo, antes de saber da existência de Drubscky.

Aí tudo mudou, com a empolgação dando lugar à resignação. "Infelizmente, não sabia [de Drubscky]. O Ricardo é muito gente boa, adoro ele. Estou tentando falar com eles [diretoria do Atlético], mas não estou conseguindo. Quero esperar para saber uma decisão [sobre o futuro do colega] para depois dizer sim ou não", afirmou Jorginho, em entrevista à Rádio Transamérica.

Em meio à movimentação, a cúpula atleticana seguiu em silêncio, sem tomar parte na polêmica criada por ela própria. Ironicamente, o site oficial rubro-negro, canal de comunicação adotado pelo clube, divulgava com destaque a participação de técnicos estrangeiros na II CAP International Coaching Course, o curso de formação de técnicos do Furacão.

Já sobre a iminente saída do diretor de futebol, Sandro Orlandelli, criticado pela má campanha do time na Série B e pela pouca efetividade dos reforços contratados, nenhuma linha.

O mesmo vale para o imbróglio Drubscky/ Jorginho. Pelo menos até o fechamento desta edição.

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