
O elenco principal do Atlético se reapresenta hoje no CT do Caju para iniciar a pré-temporada para 2014. A exatos 27 dias da estreia na Libertadores contra o Sporting Cristal (29/1), em Lima, no Peru, a equipe passa por um verdadeiro desmanche. Após o técnico Vagner Mancini não ter seu contrato renovado, ontem foi a vez do coordenador de preparação física Moraci Sant'Anna confirmar que também não vai permanecer.
"Não vou ficar. Pelo que o Lopes [Antônio, diretor de futebol] me falou, havia a possibilidade de seguir se o técnico que eles estão trazendo não viesse com sua comissão. Mas isso não vai acontecer", falou o preparador, deixando no ar que o novo comandante atleticano deve vir da Europa, mais especificamente da Espanha.
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Também houve um desmonte em campo. Titular na última temporada, o meia Everton foi para o Flamengo, mesmo destino que o lateral-direito Léo deve tomar após o Furacão não cobrir a proposta carioca feita ao Vitória, dono dos direitos econômicos do atleta.
Ao todo, contando ainda com a saída de Paulo Baier, maior ídolo do clube desde 2009, o time-base para o pontapé inicial no torneio sul-americano pode ter menos da metade dos titulares do ano passado (veja os detalhes abaixo). São mudanças significativas no conjunto que completou a melhor temporada do clube desde 2005, ano em que alcançou a final da Libertadores.
A debandada rubro-negra tem dois motivos. O primeiro é financeiro. A reforma da Arena da Baixada tem respingado no futebol, apesar da garantia do presidente Mario Celso Petraglia de que isso não aconteceria. Alguns jogadores não receberam o salário de dezembro; a premiação pela classificação continental e pelo vice-campeonato da Copa do Brasil ainda não foram pagas. Falta dinheiro para investir em "chuteiras" já que o término do estádio é a prioridade da diretoria. A permanência de Everton, por exemplo, custaria R$ 7 milhões.
Outro ângulo do desmanche tem relação com a briga nos vestiários do Maracanã após a perda da Copa do Brasil para o Flamengo. O racha entre o presidente e Mancini ficou visível e a discussão da renovação do contrato praticamente nem foi discutida.
Petraglia procura um comandante que use em sua totalidade os artefatos tecnológicos do centro de treinamento atleticano.
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