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Atlético vende Douglas Coutinho para grupo de investidores de Malta

Doyen Sports fechou a compra de 70% dos direitos econômicos do atacante. Destino ainda não está definido, mas deve ser Atlético de Madrid ou Manchester United

Douglas Coutinho foi anunciado no site oficial da Doyen Sports junto com Lucas Lima, do Santos | Reprodução
Douglas Coutinho foi anunciado no site oficial da Doyen Sports junto com Lucas Lima, do Santos (Foto: Reprodução)

Em dois anos, o Atlético transformou um jovem e desconhecido jogador em produto tipo exportação. Por 4,5 milhões de euros – cerca de R$ 14 milhões –, o grupo Doyen Sports, de Malta, comprou 70% dos direitos econômicos do atacante Douglas Coutinho, de 20 anos. O Furacão fica com 15%, já que comprou metade da porcentagem que pertencia ao atleta e seu empresário.

A negociação, que durou mais de dois meses, foi fechada em um almoço na quinta-feira, em Curitiba, e anunciada ontem pela empresa que tem o centroavante colombiano Falcao García como destaque de seu portfólio. Hoje, às 21 horas, contra o Bahia, em Salvador, a revelação do time sub-23 começa seus três jogos de despedida, provavelmente na reserva.

O destino do atleta ainda não foi selado, mas será um clube europeu. Manchester United, Porto e Atlético de Madrid já fizeram sondagens. Como os investidores visam a revenda para obter lucro, a probabilidade maior é de que Coutinho se transfira para uma equipe-vitrine.

"Não acredito no Manchester United porque não é um clube vendedor. O Porto, por exemplo, é um time onde muito brasileiro dá certo. Não tem problema de língua, nem um inverno tão rigoroso. O Atlético de Madrid também seria excelente. Os caminhos devem ser esses, mas vamos ter um peso na decisão", explica o empresário Taciano Pimenta, que gere a carreira do fluminense há sete anos. A preferência do camisa 32 é pelo atual campeão espanhol e vice da Liga dos Campeões.

Coutinho, que despontou como artilheiro atleticano no Estadual do ano passado (11 gols), está no CT do Caju desde setembro de 2010 e fez 65 partidas profissionais no período. Nesta temporada, o velocista ganhou notoriedade ao marcar sete gols no Brasileiro. Ritual que não repete há 102 dias. O último foi no encontro do primeiro turno com o Botafogo (10/8). Prova de que ainda precisa amadurecer.

Três semanas atrás, o técnico Claudinei Oliveira classificou a possível saída como ‘precipitada’ quando perguntado sobre os rumores vindos da Europa. Auxiliar-técnico e interino por duas vezes em 2014, Leandro Ávila concorda. "Ele precisa caprichar mais nos passes e aprender a jogar de costas, protegendo mais a bola, como o Marcelo faz", opina. "No mais, com a velocidade que ele tem e bom cabeceio, pode se dar bem lá fora", completa o treinador, primeiro a dar sequência ao avante neste ano.

Para o Atlético, a venda traz um alívio nas contas – apertadas por causa da reforma da Arena – e também a chance de corrigir um erro do início do ano. "Perderam a oportunidade de vender o Éderson na época em que foi artilheiro [do Brasileiro 2013] e depois se arrependeram", revela Ávila. Em julho, Éderson foi emprestado ao Al Wasl, dos Emirados Árabes. O valor não foi divulgado.

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