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Série B

Exílio atleticano dos ‘sem-espaço’ fracassa no Caju

Além da extinção da categoria júnior, equipe tida como de transição não tem preparado jogadores para o time principal. Quase 70 boleiros foram avaliados em 25 amistosos

  • Gustavo Ribeiro
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Criada no início do ano como um projeto especial do presidente Mario Celso Petraglia, a equipe sub-23 do Atlético ainda não mostrou, na prática, a que veio.

Em pouco mais de nove meses de existência, a nova categoria tem servido mais como local de exílio para atletas com pouco espaço no time principal do que realmente uma transição pós-categorias de base.

De quebra, tornou-se a justificativa para a extinção da categoria sub-20, o que retirou o Furacão de importantes competições de formação, como a Taça BH e a Copa do Brasil.

Além dos jogadores que superaram a barreira dos 18 anos, o sub-23 ainda conta com aqueles que foram e voltaram do time principal. Exemplos não faltam: Nieto, Paulo Otávio, Jenison, Lucas Sotero, Diego Bairo, e assim vai. Sem contar outros que foram contratados e seguiram diretamente para o plantel de transição – casos do atacante Jorge dos Santos e do zagueiro Alex Moraes.

Com tanta gente, já passaram mais de 70 jogadores pelas mãos do técnico Luccas Neto e, anteriormente, de Ricardo Drubscky – este no período em que Jorginho foi treinador do time principal. Desses, 19 atletas chegaram a defender o Rubro-Negro na equipe de cima. E somente sete deles estão treinando sob o comando de Drubscky (João Paulo, Gabriel Marques, Cleberson, Marcelo, Taiberson, Tiago Adan e Fernandão).

A maioria, porém, fez o caminho inverso: do principal para o sub-23. Casos dos atacantes Edigar Junio e Pablo.

“Já puxei o Edigar Junio [para o principal], até para retomar um processo. Mas eu estou muito satisfeito com outros atacantes, então o Edigar Junio entrou de novo na fila. Do Pablo eu não abro mão, mas estou com elenco grande e que não está dando brecha. Então, não vou trazer só para dizer ‘Pablo, estou com dó de você’, até porque no sub-23 ele está treinando forte”, explicou Drubscky.

Apesar de reconhecer que ainda não emplacou, o comandante atleticano acredita que é questão de tempo para que o sub-23 deslanche de vez. “[O sub-23] está num processo de implantação e isso gera um pouco de desconforto. A ideia não pode ser abolida. Eu considero muito importante ter o sub-23 à minha mão”, completou.

Na prática, além dos treinamentos no CT do Caju, o sub-23 realizou 25 amistosos, com 14 vitórias, 10 empates e apenas 1 derrota. Seria um retrospecto até razoável, não fosse levado em consideração que a grande maioria das equipes eram amadoras e de pequena expressão.

A reportagem tentou contato com o técnico do sub-23, Luccas Neto, mas a assessoria de imprensa do Rubro-Negro informou que ele não falaria sobre o assunto.

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