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Paranaense

'Rei' Arthur rouba a cena do Imperador Adriano

Atacante faz três gols na goleada por 4 a 1 sobre o Atlético e ofusca a estreia do Imperador no time titular do Rubro-Negro

Arthur põe a bola embaixo do braço e comanda a classificação histórica do Londrina | Gilberto Abelha/ Jornal de Londrina
Arthur põe a bola embaixo do braço e comanda a classificação histórica do Londrina (Foto: Gilberto Abelha/ Jornal de Londrina)

A noite estava desenhada para o Imperador. Escalado como reforço para o time sub-23 do Atlético na semifinal do Paranaense, Adriano faria sua primeira partida como titular pelo clube. A intenção era consolidar a larga vantagem aberta no jogo de ida, 3 a 1, na capital. Mas a festa acabou sendo de outro atacante. Arthur, em dia de rei no Estádio do Café, marcou três gols na histórica goleada por 4 a 1 que levou o Londrina para a decisão do Estadual após 22 anos. Final 100% interiorana. O Clássico do Café, contra o Maringá, definirá o destino do troféu.

As 14 mil pessoas que foram ao estádio ainda viram o Tubarão sair perdendo no primeiro tempo em um golaço de Marcos Guilherme, após passe do experiente Adriano. Ainda antes do intervalo, Arthur começava sua jornada inspirada devolvendo a esperança ao time, empatando após cruzamento do Joel.

O Imperador, que na temporada havia entrado em campo por apenas 80 minutos – contando o amistoso com o J. Malucelli –, desta vez atuou os 93 minutos. Em busca de ritmo de jogo, fez o que pôde. Na etapa final, ajudou a zaga na bola área, fez o pivô na frente e chegou a dar um chute para fora. Nada que evitasse o domínio do Londrina, que virou o placar com Joel e ainda teve mais dois gols do Rei Arthur. "Estou emocionado. Nunca fiz três gols no mesmo jogo", resumiu o herói de poucas palavras e 21 anos.

A façanha levou o Tubarão ao lugar em que não chegava desde 1992, quando foi campeão diante do União Bandeirantes, na última "final caipira" do Paranaense. "Essa cidade, esse clube, merecem essa final", lembrou o meia Celsinho, aos prantos.

Pelo Atlético, Adriano lamentou a chance perdida pelos jovens companheiros de disputar uma final. "Nós recuamos muito, eles foram para cima e acabamos com a derrota", resumiu o atleta de 32 anos. "Eu fico triste pelos garotos. Mas a vida é assim, quando eu era mais novo também passei por isso. Não pode abaixar a cabeça. Eles têm muito pela frente", argumentou o jogador, que não completava uma partida inteira há dois anos e um mês.

A eliminação do sub-23 também tirou a possibilidade de Adriano ter uma partida a mais para ganhar ritmo de jogo visando ao confronto decisivo pela Libertadores, contra o The Strongest, na terça-feira. Mesmo assim, aprovou a participação especial no Estadual. "Está sendo na hora certa, tem um plano de trabalho para mim no clube".

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