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Política

“Se os grandes não estivessem falidos, não teríamos chances”, diz Petraglia

Presidente do Atlético cobra punições mais severas para dirigentes que endividarem os clubes e diz que boa campanha no início do Nacional é culpa do fracasso financeiro dos concorrentes

  • PorLara Mota
  • São Paulo
  • 06/07/2015 17:22
O presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, reclama da “cultura do endividamento” adotada pela maioria dos clubes nacionais. | Antônio More/Gazeta do Povo
O presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, reclama da “cultura do endividamento” adotada pela maioria dos clubes nacionais.| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Em evento do Bom Senso FC, em São Paulo, para tratar da votação da MP do futebol, o presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, não apenas reforçou o pedido pela urgente aprovação do texto como aproveitou para criticar repetidas vezes a maneira como os clubes vêm sendo administrados no país.

Ele até defendeu o refinanciamento das dívidas como crucial para a sobrevivência dos clubes, mas reforçou que a culpa é de seus pares. “A dedicação dos clubes não tem sido na dimensão que deveria ser para resolver os problemas. Parece que eles entendem que novamente não será para valer”, alfinetou.

Na opinião de Petraglia, o Rubro-Negro paranaense tem sido prejudicado justamente por manter uma gestão mais austera. Enquanto contrata apenas os jogadores que pode pagar, vê os concorrentes se afundando em dívidas trabalhistas sem enfrentar qualquer tipo de punição. “Esses clubes que assim procederam, na sua grande maioria, têm uma cultura que vem de décadas. Não há dúvidas. Mas que se cobre, que o dirigente seja penalizado”, cobrou.

Em seguida, o dirigente atleticano usou de humildade para cutucar os adversários da Série A. “Tivemos mais realizações por deficiência dos outros que por mérito próprio”, falou, explicando a boa largada do time no Brasileiro. “Além do nosso trabalho, é uma soma de razões. Mas a razão principal é a falência dos grandes. Se os grandes não estivessem falidos, não teríamos condições de concorrer com seus orçamentos milionários. A performance está relacionada ao fluxo de caixa. Então é muito mais o nivelamento por baixo do que qualquer outra coisa”, completou.

O dirigente admitiu ainda o crescimento das dívidas do Atlético. Falou em R$ 230 milhões, com R$ 140 milhões sendo subsídios em títulos do estado e do município, mas colocou a culpa na reforma da Arena da Baixada para a Copa de 2014. “Se você olhar o endividamento do clube nos últimos anos ele subiu, claro que subiu, porque fomos o único clube a colocar toda a construção do estádio na própria conta”, afirmou. O financiamento no BNDES para o pagamento dessa dívida é de 12 anos. Segundo o último balanço do Furacão, divulgado em abril, a dívida rubro-negra passou de R$ 210,6 milhões para R$ 277,1 milhões de 2013 para 2014.

Para finalizar a conversa sobre o momento atual do futebol nacional, Petraglia mostrou-se otimista com a aprovação da MP 671, a MP do futebol, até o dia 17, prazo máximo para que isso aconteça sem que o texto caduque. Mesmo assim, reforçou a cobrança por mais seriedade na administração e na fiscalização do esporte. “A culpa é da sociedade como um todo, porque o futebol nunca foi levado a sério. Quem sabe seja a hora. Por que chegamos onde chegamos? Porque houve omissão de todos. Esperamos posições firmes, drásticas e que sejam para valer, para que todos cumpram”, finalizou.

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