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Mais um torcedor acusado de participar da briga durante o jogo entre Atlético e Vasco, na última rodada do Campeonato Brasileiro, se entregou à polícia nesta sexta-feira (20).

Agora são 23 os presos por causa da confusão, que interrompeu a partida por mais de uma hora e deixou quatro torcedores feridos. Ainda há oito foragidos.

Todos foram indiciados sob suspeita de formação de quadrilha, dano ao patrimônio público e incitação à violência. Sete deles, incluindo três que foram presos em flagrante no dia do jogo, respondem também por tentativa de homicídio.

Quem se entregou nesta sexta foi Leonardo Rodrigo Borges, de 27 anos, torcedor do Atlético que era considerado foragido desde o dia anterior. Ele mora em Curitiba.

Os torcedores estão presos em Joinville, cidade na qual ocorreu a partida, e só serão liberados se houver decisão judicial. A maioria deles está presa preventivamente.

A Justiça entendeu que a prisão era necessária para "se dar um basta a atitudes violentas desta espécie" e restabelecer a paz em eventos esportivos, especialmente no ano que antecede a Copa do Mundo.

Para o advogado Haroldo César Nater, que defende 11 dos indiciados, as prisões foram "arbitrárias". "Foi uma medida desproporcional. É para dar satisfação à Fifa, à CBF", disse, em entrevista à rádio BandNews. "Se forem condenados, provavelmente não serão recolhidos à prisão. Se o sujeito, após condenado, não vai para a cadeia, por que motivo ele precisa, durante a instrução processual, ser preso?"

O advogado Cláudio Dalledone, que defende o ex-vereador de Curitiba Juliano Borghetti (PP), também preso preventivamente, afirma que seu cliente não incitou a violência nem agrediu ninguém, mas que estava tentando proteger o filho adolescente que estava na torcida.Outros dois acusados, no momento da prisão, afirmaram que agiram "em legítima defesa", segundo a polícia.

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