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A Gazeta do Povo traz os principais pecados que os clubes cometem na reta final, quando estão ameaçados de degola. Com a dupla Atletiba no purgatório, faça o possível para evitar esses erros básicos.

I – Não se apegar à matemática

Números enganam. Os matemáticos calculavam 99% de chance de rebaixamento para o lanterna da competição de 2009, o Fluminense. Era preciso uma sequência de resultados de campeão. E aconteceu. Após seis vitórias e um empate, sendo um dos jogos a incrível virada para cima do Cruzeiro depois de estar perdendo por 2 a 0, no Mineirão, o time do técnico Cuca se livrou da Série B. Hoje, o Atlético não pode se iludir com a baixa probabilidade de queda (5%); e o Coxa não deve se desesperar com risco elevado (50%).

II – Guardar o domingo para torcer

Evite vaias no momento difícil. Faça a sua parte. Um exemplo mostra bem a força que vem da arquibancada. Em 2013, o Bahia escapou graças ao apoio dos seus fãs. Com 18 mil torcedores por jogo, o clube sentiu a diferença de ter ou não ter público na Fonte Nova. Contra Cruzeiro, Internacional, Criciúma, Atlético e Coritiba, não colocou mais do que 10 mil pessoas – e só venceu o Inter. Nos 5 jogos com maior público, contra Flamengo, Portuguesa, Vitória, Atlético-MG e Vasco, venceu 3 e empatou 2. O Furacão ostenta hoje uma média de 16.566 torcedores/jogo; já o Coxa leva em média 14.700 por rodada em casa. É hora de elevar esses números.

III – Honrar a camisa do seu time

É hora de pedir em campo quem se entrega. Jogar com o nome não funciona em momentos delicados. Ídolos em um mau momento podem atrapalhar o conjunto. Marcelinho Paraíba, em 2009, pelo Coritiba; Marcinho, em 2011, pelo Atlético, são exemplos de apostas furadas na reta final.

IV – Pagar em dia

Times com salário atrasado, direito de imagem sob suspense, não costumam mostrar força de reação. Sinal de alerta para o Coritiba, pois o clube admite que está impontual com os jogadores. No histórico da Série A, são inúmeras as equipes rebaixadas por não honrar compromissos financeiros. No ano passado, o Botafogo seguiu à risca esse roteiro de pendências e derrotas.

V – Não culpar o técnico por tudo

Cristóvão Borges não começou bem. Pudera. É o quarto técnico efetivado pelo Rubro-Negro nesta temporada. Ney Franco segue contestado pela torcida. Faltam sete rodadas e não existe salvador da pátria. Momento de dar apoio aos comandantes. Um exemplo clássico: em 2003, Adilson Batista assumiu o Grêmio a 19 rodadas do fim. Mesmo depois de um começo conturbado e de demorar 6 jogos para finalmente vencer, Adílson encerrou aquela campanha com 7 vitórias, 6 empates e 6 derrotas, suficiente para tirar o clube da degola.

VI – Ter um líder em campo

O Atlético tem dois candidatos para a missão de representar a torcida em campo: Weverton e Walter. Em situação bem mais delicada, o Coritiba pode confiar no bom caráter de Lúcio Flávio, na tarimba de Wilson e ainda torcer pelo despertar de Kléber Gladiador. Uma história de ‘fera’ que salvou um time condenado é de Edmundo com o Figueirense, em 2005. Na época, com 34 anos, o Animal fez 15 gols com a camisa do Alvinegro catarinense. Carregou o piano.

VII – Vencer em casa

O Coxa só é melhor que o Vasco como mandante. Tem 21 pontos em 15 jogos, um aproveitamento de 46,7%. Recuperar o espírito acolhedor do Couto Pereira é uma missão que pode ser assumida por diretoria (promoção de ingresso), jogadores (desempenho) e/ou torcida (tolerância). Situação um pouco melhor, mas ainda aquém da esperada, vive o Atlético. O time fez 26 pontos na Arena, com 54,2% de eficiência. Pouco para a primeira temporada completa na Baixada padrão Fifa.

VIII – Esquecer os cartolas

Torcedores, jogadores e membros de comissão técnica não devem se envolver com a política dos clubes. Ano de eleição é sempre um período de risco, vide o Atlético de 2011 e o Coritiba de 2009. Fofocas e disputas nos bastidores costumam macular o ambiente sagrado do vestiário.

IX – Conhecer suas limitações

Jogar como ameaçado, time com limitações é uma estratégia eficaz. Esqueça o jogar bonito. Quem está perto da faixa vermelha precisa é de resultados, não de espetáculo. Até um gigante do futebol brasileiro já assimilou essa lógica. Em 2005, o Flamengo penou até o fim. O time com Diego; Léo Moura, Renato Silva, Fernando e André Santos; Jônatas, Diego Souza, Júnior e Renato; Fellype Gabriel e Obina, esqueceu a camisa e jogou como pequeno.

X – Apelar à Justiça Desportiva

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) é a última instância para evitar o vexame. Não é bonito, mas é legal. Pode ser visto como afronta ao resultado em campo, porém faz parte do jogo. Em 2013, vale lembrar, o órgão decidiu punir a Portuguesa com a perda de quatro pontos pela escalação irregular do jogador Héverton na partida contra o Grêmio (empate por 0 a 0), na última rodada. A medida livrou o Fluminense do rebaixamento para a Série B e empurrou a Lusa.

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