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finais

Atlético e Coritiba farão a 16ª final de Estadual. Relembre as outras

  • Felipe Raicoski
Atlético ficou sete vezes com o título e Coritiba oito quando os dois decidiram o Paranaense. |
Atlético ficou sete vezes com o título e Coritiba oito quando os dois decidiram o Paranaense.
 
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São 75 anos de decisões estaduais envolvendo o maior clássico paranaense. Desde 1941, a primeira vez que a dupla decidiu um campeonato, foram 15 confrontos, com vantagem para o Coxa, que venceu oito e perdeu sete. Recentemente, o histórico também é favorável ao time do Alto da Glória, com três conquistas em sequência da equipe sobre o rival. De Caju e Neno até Alex e Guerrón, foram muitos os personagens que fazem parte dessa história.

Confira a lista das decisões estaduais em que Atlético e Coritiba se enfrentaram:

1941 – Primeira final Atletiba

O regulamento determinou o encontro dos rivais pela primeira vez em decisões. Em duas partidas, o Coritiba se sagrou campeão após vencer os dois jogos: 3 a 1 no Joaquim Américo e 1 a 0 no Belfort Duarte. O Atlético contava com figuras lendárias de sua história, como Cajú e Gotardo. Já o Coxa contou com a inspiração do meia Neno para conquistar o campeonato sobre o rival pela primeira vez.

1943 – Atlético dá o troco

Com o Coxa campeão do primeiro turno e o Furacão campeão do segundo, o clássico foi a decisão novamente. O Furacão contou com uma defesa de pênalti do goleiro Caju na primeira partida da final, na casa alviverde, e venceu a segunda com o gol da vitória saindo de jogada do contundido Batista – na época ainda não havia substituição no futebol – para Lilo marcar.

1945 – Furacão em vantagem

Campeão do turno, o Furacão reencontrou seu rival, que conquistou o returno, na final. O Coritiba venceu a ida, no Alto da Glória, por 2 a 1. Com a vitória por 5 a 4 do Furacão, na volta, no Joaquim Américo, a decisão foi para o terceiro jogo. Novamente no Belfort Duarte, o Furacão conquistou a taça na prorrogação, com gol do atacante reserva Xavier.

1968 – Jejum de Atletibas

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Arquivo/Gazeta do Povo

Após 23 anos sem decidir o campeonato, o Atletiba de 1968. Com vantagem de jogar por dois resultados iguais, o Atlético não conseguiu segurar o Coritiba na primeira partida e perdeu por 2 a 1, na casa alviverde. Na volta, na Vila Capanema, o Furacão vencia por 1 a 0 e comemorava o caneco até os 45 do segundo tempo, quando o atacante Paulo Vecchio empatou e chegou à segunda conquista sobre o rival. Nos elencos, grandes nomes como Krüger, do lado alviverde, e Belini, do lado rubro-negro.

1972 – A volta de Krüger

Após passar quase dois anos ausente dos gramados, após fraturar a face em dividida com o goleiro do Água Verde, o campeonato marcou o retorno do Flecha Loira. O ídolo alviverde, inclusive, marcou o gol que acabou dando o título ao Alviverde, no Alto da Glória. A volta foi um empate sem gols, que coroou o Coxa campeão.

1978 – Decisão sem bola na rede

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Arquivo/Gazeta do Povo

Foram três partidas disputadas no Couto Pereira e três empates sem gols. O Furacão, que dominou o campeonato todo, não conseguiu superar a defesa alviverde em nenhuma das três partidas, marcadas pelo clima tenso e pelas inúmeras confusões em campo. A decisão, nos pênaltis, teve como protagonista o goleiro alviverde Manga, que defendeu duas cobranças e ajudou o time a levantar o caneco.

1983 – Joel decisivo

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Arquivo/Gazeta do Povo

Após passar pelo quadrangular final nas duas primeiras posições, os rivais decidiram o campeonato em dois jogos no Couto Pereira. O avante rubro-negro Joel marcou o gol da vitória na primeira partida. Na segunda, Lela chegou a dar esperanças para a torcida alviverde, mas o mesmo Joel empatou e deu a taça para o Furacão.

1990 – Dirceu, o carrasco

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Arquivo/Gazeta do Povo

Com vantagem de dois resultados iguais pela melhor campanha ao longo do torneio, o Furacão saiu atrás nas duas partidas, mas contou com a estrela do atacante Dirceu para chegar ao empate. Na mesma competição, marcou quatro vezes contra o rival, incluindo as duas decisões, e foi a grande figura da conquista.

1998 – O campeonato dos Atletibas

Foram sete clássicos entre os rivais no campeonato. Nas fases classificatórias o Coxa levou vantagem, vencendo dois e empatando um, enquanto só uma vez o Furacão saiu vitorioso. Já nas finais a sequência foi invertida e, após o empate em 1 a 1 na primeira partida no Couto Pereira, o Furacão venceu as duas seguintes para ficar com a taça. Foi a última vez que as duas equipes fizeram a final no Pinheirão, já que a partir de 1999 a Arena da Baixada foi reinaugurada.

2000 – Domínio

Mesmo dividindo as atenções com a disputa da Libertadores, o Atlético liderou o campeonato do começo ao fim. Chegou a final com a melhor campanha e jogava por dois empates na decisão. Dois resultados de 1 a 1, primeiro no Couto, depois na Arena, selaram o caneco atleticano, com o gol do título saindo da cabeça do zagueiro Gustavo.

2004 – Tuta vira-casaca

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Antônio Costa/Gazeta do Povo

Tuta, que foi campeão com o Atlético em 98, foi a grande estrela da decisão de 2004. Após vitória coxa-branca por 2 a 1 na ida, a volta foi do avante alviverde, que marcou dois gols, o de empate em 3 a 3 há 10 minutos do fim da partida, para garantir a taça.

2005 – Lima vira-casaca

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Rodolfo Buhrer/Gazeta do Povo

Se no ano anterior quem roubou a cena foi Tuta, outro jogador que mudou de lado da rivalidade foi protagonista, o avante Lima. Após vitória alviverde na ida, no Pinheirão, na volta Denis Marques decretou o triunfo rubro-negro e levou a decisão para os pênaltis. Lima, reserva do Furacão naquele ano, entrou na partida e fez a cobrança final, marcando o gol que deixou a taça na Arena da Baixada.

2008 – O iluminado

O atacante Henrique Dias entrou para a história do Coxa por ser predestinado. No ano anterior, marcou nos acréscimos o gol que deu o título da Série B para o Coritiba. Em 2008 marcou novamente na final do Estadual, na Baixada, para dar o título ao time alviverde. Após perder por 2 a 0 a ida, no Couto, o Atlético devolvia o placar em casa até a metade do segundo tempo, quando Henrique Dias descontou e deu o título ao Coxa.

2012 – Guerrón

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Daniel Castellano/Gazeta do Povo

O equatoriano foi contratado cercado de expectativa, pela campanha que fez com a LDU na Libertadores. Formou ataque ao lado de Bruno Mineiro, destaque do Furacão naquele ano, que foi artilheiro do certame. Após empate em 2 a 2 na primeira partida, a finalíssima ficou no empate sem gols e o Atlético perdeu o título graças ao erro do equatoriano, que desperdiçou sua cobrança. Na última cobrança Everton Ribeiro garantiu o titulo coxa-branca.

2013 – Alex grita é campeão com o Coxa

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Daniel Castellano/Gazeta do Povo

No primeiro ano de implementação do time sub-23 atleticano, que jogava o Paranaense enquanto os principais jogadores do elenco se preparavam para a disputa do Brasileirão, os rubro-negros chegaram à decisão, mas encontraram um rival em busca do tetracampeonato e com o meia Alex, próximo da aposentadoria, com sede de levantar seu primeiro troféu pelo clube. O empate em 2 a 2 na ida deixou a decisão aberta, mas na volta, o menino de ouro do Alto da Glória marcou duas vezes e o Coritiba conquistou o Estadual.

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