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Chielini e Buffon comemoram a classificação da Juventus para a final da Liga dos Campeões: equipe competitiva. | Tony Gentile/Reuters
Chielini e Buffon comemoram a classificação da Juventus para a final da Liga dos Campeões: equipe competitiva.| Foto: Tony Gentile/Reuters

Alvaro Morata, de 22 anos, foi o responsável por impedir que o Real Madrid, clube em que jogou por seis anos, chegasse à tão esperada final da Liga dos Campeões contra o Barcelona. Nesta quarta-feira (13), foi dele o gol da Juventus no empate por 1 a 1, no Santiago Bernabéu, que classificou a equipe italiana para a decisão do próximo dia 6 de junho, em Berlim, na Alemanha. O garoto, liberado pelo Real no fim da última temporada, já havia feito um dos gols da vitória da Juventus por 2 a 1 no jogo de ida, semana passada, em Turim.

Agora, Morata terá a chance de disputar sua segunda final seguida de Liga dos Campeões. No ano passado, ele entrou no segundo tempo da final contra o Atlético de Madrid, vencida pelo Real. Substituiu Benzema, francês que exigiu grandes defesas de Buffon no primeiro tempo do jogo desta quarta-feira. Na segunda etapa, o goleiro quase não trabalhou. Viu o bombardeio espanhol ir para fora.

Tetracampeã italiana, a Juventus não era apontada como favorita a chegar à final. Até por não ter o mesmo futebol vistoso de Real Madrid, Bayern de Munique ou Barcelona. Mas mostrou-se competitiva.

Não à toa, tem a chance de ganhar três títulos na temporada – a famosa “tríplice coroa”. Já venceu o Italiano e pode faturar também a Copa da Itália, cuja final, contra a Lazio, está marcada para 7 de junho e precisará ser antecipada. O Barcelona tem a mesma oportunidade, vale lembrar.

Herói da final, Buffon tem a chance de disputar mais uma final da Liga, 12 anos depois de ver o Milan de Pirlo, Seedorf, Maldini, Dida e Carlo Ancelotti ganhar da Juventus nos pênaltis, em Manchester. A equipe alvinegra não fatura o título desde a temporada 1995/1996.

Já dois jogadores da Juventus viverão um reencontro especial com Luis Suárez. O uruguaio mordeu Chiellini na Copa do Mundo, sendo expulso da competição, e levou grande gancho depois de caso de racismo contra o francês Evra, quando os dois ainda jogavam na Inglaterra.

O jogo

Precisando da vitória, o técnico Carlo Ancelotti foi corajoso. Contando com a volta de Benzema, escalou o Real Madrid com três atacantes e dois meias criativos (James e Isco). Sufocando a Juventus, não deixou o time italiano respirar. A bola mal chegava a Pogba, de volta ao time depois de 50 dias.

O primeiro tempo foi um massacre do Real Madrid. A pressão acabou recompensada aos 21 minutos, em lance polêmico. Chielini chegou mais duro em James Rodríguez na área, o colombiano desabou e o árbitro sueco Jonas Eriksson marcou pênalti. Cristiano Ronaldo foi para a cobrança, encheu o pé no meio e fez seu 10.º gol na Liga. Messi também tem 10, mas faz mais um jogo para tentar ser o artilheiro isolado.

A equipe italiana se reestruturou depois do intervalo. O empate saiu aos 11 minutos, em lance que teve a participação dos principais jogadores do time. Vidal sofreu a falta, que Pirlo bateu na área. Casillas cortou mal, Morata pegou o rebote, acertou o domínio e bateu forte, à queima-roupa, para fazer o 1 a 1 derradeiro.

Carvajal observa a festa italiana no Santiago Bernabéu.Juan Medina/Reuters
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