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Série B

No Paraná, Dado comanda o time e gerencia a crise

Técnico de apenas 31 anos amadurece no comando do Tricolor com a boa campanha em campo e a falta de dinheiro fora

  • PorAndré Pugliesi, repórter da Gazeta do Povo
  • 14/09/2013 21:05
Dado no gramado da Vila: confiança no elenco versátil | Henry Milleo / Gazeta do Povo
Dado no gramado da Vila: confiança no elenco versátil| Foto: Henry Milleo / Gazeta do Povo

Dado Cavalcanti desembarcou na Vila Capanema como uma jovem promessa entre os treinadores – com apenas 31 anos, levou o modesto Mogi-Mirim às semifinais do Paulista. No Paraná, o pernambucano de Arcoverde parece ter amadurecido 10 anos nos cinco meses no clube.

Dentro de campo, ajustou o time que é forte candidato ao acesso e realiza a melhor campanha paranista até agora na Série B. Nos bastidores, soube assumir e encarar os problemas financeiros que ainda atormentam o Tricolor.

Em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, Cavalcanti trata destes e outros assuntos do dia a dia tricolor. Revela uma superstição adquirida aqui em Curitiba e espera comemorar o acesso à Série A como um título ao término da temporada.

Como você encontrou a estrutura do Paraná quando chegou? Era um clube abandonado?

Não conheci o Paraná antes. Conheço o de agora. O que eu posso afirmar é que o clube passa por muitas dificuldades, já relatei esse problema de forma polêmica, mas felizmente não apareceu nenhum oportunista para distorcer o que eu falei [ao fim do jogo com o Boa (13/8), escancarou a crise financeira do clube]. A verdade machuca, deixa as pessoas desconfiadas, mas pior do que isso é passar a mão na cabeça e omitir detalhes.

Você teve propostas para sair. Por que resolveu ficar no Paraná?

Apostei no projeto. Mas não sou um charlatão, não posso falar no futuro. O que eu afirmo é que não vai ser qualquer coisa que vai me tirar do Paraná. Vieram propostas, gente com muito dinheiro, situações até interessantes do ponto de vista profissional. Pode ser que amanhã eu me arrependa, mas vivo o momento e estou muito satisfeito.

O que representa um acesso para a tua carreira?

A minha personalidade está formada. Mas o perfil como profissional, oito anos apenas de estrada, ainda está em formação. Busco um reconhecimento. Na Série B são quatro clubes campeões, quem sobe pode comemorar como um título e é o que nós estamos querendo fazer de qualquer maneira.

E o que te leva a crer que o Paraná voltará à Primeira Divisão?

A versatilidade dos jogadores e a qualidade do grupo. Não temos 11 jogadores. Temos problemas como todas as outras equipes, com suspensões e contusões, e o nível não caiu.

Você está tendo de administrar um grupo dentro e fora de campo, em virtude dos problemas financeiros. O que é mais difícil?

Nos quatro meses que estou aqui tem sido assim. Tivemos momentos muito difíceis, situações que atrapalharam e atrapalham em qualquer ambiente de trabalho. Mas o que não está faltando no grupo é hombridade. A direção está procurando de todas as formas saldar os débitos [promete pagar dia 28 o mês de agosto].

Os problemas, se persistirem, podem comprometer o futuro na Série B?

Não temos bola de cristal. Não sabemos se o pagamento dos salários será uma garantia de acesso. E também o que acontecerá caso os problemas continuem. Mas uma coisa é fato: atrapalha. Torna o trabalho mais difícil, mais duro, ao invés de ter foco só para uma coisa tem de destinar sua atenção para outras coisas que poderiam ser solucionadas.

Aparentemente, você é um técnico estudioso do futebol. É o teu perfil mesmo?

Meu perfil é do treinamento. Valorizo muito o campo. Aplicar treinamento é o que eu tenho mais prazer em fazer. Correndo, gritando, chutando bola, é o meu ambiente.

Você é supersticioso?

Eu não tinha nada disso. Quando eu comecei na carreira as pessoas me perguntavam o que eu tinha de diferente, eu dizia que não estava corrompido pelo meio, que era limpo das vaidades do futebol, mas parece que o tempo foi passando e eu fui pegando. Tem algumas coisas do vestiário. A calça que eu utilizo no jogo é a mesma da estreia. Teve um jogo nosso, como eu ganhei alguns quilinhos aqui em Curitiba, quando fui vibrar a calça rasgou. Teríamos uma partida logo em seguida e eu precisava ajeitar. Sugeriram que eu usasse outra e eu disse que não faria de jeito nenhum. Conseguimos levar na costureira, pude usar a calça e ganhamos. Mas já joguei sem ela também.

O que você projeta para a tua carreira? Pode continuar no Paraná?

Não me imponho metas a curto prazo. Tenho ambição de amanhã ser melhor do que hoje. Não penso que daqui a seis meses quero estar recebendo tanto e trabalhando em equipe tal. Permito que as coisas aconteçam naturalmente. Sei que isso vai me trazer benefícios futuros.

Qual é a principal característica do teu time em campo?

Nossa equipe acima de tudo tem uma determinação muito grande. Os jogadores assimilaram muito bem o padrão de jogo desde a nossa preparação de 15 dias e iniciamos a competição sem mudar muito a nossa forma de jogar, seja qual for o adversário e o local.

O que dá para melhorar até o final?

Em algumas oportunidades nós pecamos pelo excesso de confiança. Jogos que poderíamos ter vencido e perdemos. A concentração, o foco mais direcionado para o resultado, um pouco mais de competência para ser decisivo.

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