
Clubes e ligas de futebol amador do Paraná terão o mesmo peso de equipes profissionais na assembleia-geral extraordinária que pode autorizar a venda do Estádio Pinheirão, marcada para o próximo dia 1.º de setembro, em Curitiba. A medida, cravada no artigo 5.º do estatuto da Federação Paranaense de Futebol (FPF), prevê voto igualitário para todos os membros em dia com a entidade e pelo menos dois anos de filiação.
Atualmente, mais de 100 "alvarás" estão listados pela federação. Aqueles que estiverem em dívida podem quitar os débitos até a véspera da reunião para manter seu direito a voto. Não há número mínimo de participantes para a assembleia ter validade e a decisão será feita por maioria de votos.
De acordo com a assessoria do presidente da FPF Hélio Cury, a entidade optou por marcar o encontro para o clube Trieste, no bairro de Santa Felicidade, ao invés da sede no Tarumã, pois prevê um grande número de filiados presentes.
A primeira chamada está marcada para 10h30. Se metade mais um dos representantes com direito a voto não estiverem presentes, a segunda chamada acontece meia hora depois.
Caso aprovada a venda da área do Pinheirão, um grupo de investidores planeja despender cerca de R$ 1 bilhão no empreendimento, cotado para ser a nova casa do Coritiba. O valor de venda do estádio pode chegar a R$ 80 milhões. A quantia é suficiente para cobrir as dívidas da FPF, calculadas em cerca de R$ 50 milhões, com IPTU, INSS e Atlético.







