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Violência

Guerra no Couto Pereira vira pauta do dia na Câmara e na Assembleia

A pancadaria no Estádio Couto Pereira após a partida entre Cori­­ti­­ba e Fluminense, no domingo, provocou discussão acalorada na As­­sembleia Legislativa sobre a falta de policiamento em campo e fez dois vereadores de Curitiba apresentarem projetos idênticos para tentar coibir a violência nos estádios.

Ao chamar de "vândalos, ma­­landros e bandidos" os torcedores que se envolveram no quebra-quebra, o líder do PSDB, Ademar Traia­­no, culpou o secretário de Se­­gu­­ran­­ça Pública, Luiz Fernando De­­la­­za­­ri, por não reforçar o efetivo den­­tro do Alto da Glória.

Outros deputados de oposição, como Douglas Fabrício (PPS), atribuíram a culpa à diretoria do clube. "A pessoa paga para assistir o jogo, a tevê paga para transmitir e os patrocinadores também pagam. O clube é que tem de colocar segurança lá dentro", defendeu, ao co­­brar a punição severa dos "animais" que promoveram a baderna. Ele foi autor da homenagem ao centenário do Coxa na Assembleia Legislativa, em outubro.

O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), afirmou que a polícia cuida da parte externa do estádio e dentro do campo, a obri­­ga­­ção é da diretoria do clube. "Nin­­guém pode culpar o governo porque o clube é que tem de cuidar da se­­gurança privada. Do lado de fora, foram colocados 700 policiais", disse.

Na Câmara Municipal, os vereadores se apressaram em propor leis. Juliano Borghetti (PP) e Tico Kusma (PSB) apresentaram projetos obrigando a identificação de torcedores nos estádios de futebol de Curitiba para auxiliar a polícia na localização de responsáveis por atos de vandalismo. Proposta se­­me­­lhante que obriga o cadastro de clientes já foi aprovada na Câmara para controlar a frequência em bares e casas noturnas da capital.

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