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Tênis

Holandesa ‘brinca’ de vencer

Fã de Roger Federer, tenista não perde um jogo há quase uma década. São 469 partidas invictas. Hoje, ela busca o tetra paralímpico

  • Adriano Ribeiro
Esther Vergeer joga hoje pelo tetracampeonato paralímpico |
Esther Vergeer joga hoje pelo tetracampeonato paralímpico
 
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As camisetas laranjas estão espalhadas por todo o complexo de Eton Manor, no Parque Olímpico de Londres. A concentração dos holandeses no local da disputa do tênis em cadeira de rodas tem um motivo: Esther Vergeer, considerada a atleta mais difícil de ser batida da Paralimpíada. Hoje, ela disputa a final do torneio de simples e buscará sustentar uma invencibilidade que dura nada mais, nada menos do que 469 jogos.

A holandesa, que perdeu o movimento das pernas aos 8 anos de idade, é a número 1 do ranking mundial desde a temporada de 1999. A última derrota dela ocorreu há mais de nove anos, em janeiro de 2003. Em território britânico, Vergeer está em busca do tetracampeonato paralímpico na disputa individual e do tri nas duplas.

Os dados impressionantes fazem muitos especialistas considerá-la a atleta mais dominante entre todos os esportes profissionais – incluindo modalidades adaptadas e convencionais.

“Nem sei os números direito. Eu prefiro não ter noção exata [do tamanho da invencibilidade] e não penso nisso quando entro em quadra. É claro que colocam pressão para eu continuar ganhando, mas havia pressão seis meses atrás, um ano atrás e passei por tudo isso”, diz a tenista que considera o suíço Roger Federer como seu ídolo.

Nos Jogos Paralímpicos, como usual, ela não tem encontrado dificuldades para vencer. Em quatro partidas, não perdeu nenhum set e cedeu apenas quatro games às adversárias. Na final, a oponente será a também holandesa Aniek Van Koot, número 2 do mundo e única jogadora que conseguiu ganhar um set da conterrânea em 2012. Vergeer está com 31 anos, no entanto, o reinado dela ainda parece estar longe do fim.

“Não é fácil movimentar a cadeira rapidamente com o braço e ainda dar golpes precisos, mas a habilidade dela é grande. Ela saca muito bem e também mata pontos na devolução. Não tem troca de bola com a Esther”, relata o coordenador do Brasil na modalidade, Wanderson Cavalcante.

“Eu até falo que ela joga como um jogador top masculino, por exemplo. As outras meninas estão muito abaixo”, emenda.

O Brasil, pela primeira vez em Paralimpíadas, enviou uma representante na competição do tênis feminino: a jovem Natália Mayara, de 18 anos, que foi eliminada na primeira rodada. O projeto da comissão nacional, nada humilde, é fazer com que ela enfrente a holandesa de igual para igual nos Jogos do Rio, em 2016.

Vergee diz que é muito cedo para falar em competir no Brasil, porém se mostra animada com mais um desafio. “Não garanto que vou aguentar esses próximos quatro anos, mas ainda não tenho planos de me aposentar. Enquanto eu tiver prazer, evoluindo, vou continuar jogando e buscando títulos”, diz a ‘imbatível’. Quem vai encarar?

*O jornalista viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

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