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Douglas, com a camisa do Guarani: "O Coxa só depende de suas forças" | Rogério Capela / AAN
Douglas, com a camisa do Guarani: "O Coxa só depende de suas forças"| Foto: Rogério Capela / AAN
  • Douglas é apontado até hoje como um dos culpados por queda em 2005, mas acredita em salvação do Verdão

Na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2005, o Coritiba já não dependia mais de suas forças para permanecer na Série A. Contra o Internacional, o Alviverde precisava da vitória (venceu por 1 a 0)e torcia para derrotas de São Caetano e Ponte Preta. Os dois adversários venceram seus jogos e o Coxa amargou um doído rebaixamento, diante de quase 35 mil torcedores.

Um dos personagens do elenco alviverde naquela temporada era o goleiro Douglas. Dividindo com Vizzoto a difícil missão de substituir o então titular Fernando Prass, que havia sido vendido ao União de Leiria (Portugal), o hoje goleiro titular do Guarani lembra com tristeza daquele momento. "Lembro muito bem. Foi uma semana tensa e o clima de ansiedade era muito grande, principalmente porque não dependíamos mais apenas das nossas forças", comentou, por telefone, à Gazeta do Povo.

É justamente aí que está, na opinião de Douglas, a grande diferença entre aquele momento e o vivido hoje pelo Alviverde. "Hoje a situação é completamente diferente. Quando você depende só de si, a confiança em um bom resultado prevalece sobre outros temores. Ainda mais quando você tem aquela grande torcida ao seu lado".

Neste ano – assim como em 2008, quando atuava pelo Avaí – Douglas viveu o caminho contrário, ou seja, conseguiu o acesso à primeira divisão. "Acho que em todo clube que você passa, tem que procurar deixar teu nome gravado positivamente. Foi isso que moveu o Guarani nesta campanha. Todos queriam ser lembrados por devolverem o time a o lugar que ele merece. Os jogadores precisam pensar nisso deste domingo. Se vencerem, serão lembrados pela conquista. Se forem rebaixados, ficarão marcados, infelizmente, como fiquei".

Douglas não se considera culpado pelo rebaixamento do time em 2005. Naquele ano, muita coisa foi feita de errado. "Naquele ano tínhamos um presidente que não agradava aos jogadores com seu jeito de ser. Posso dizer isso com tranqüilidade. As atitudes que ele tinha deixavam os jogadores mais nervosos e apreensivos. Hoje, pelo que acompanho, é diferente neste ponto", lembrou Douglas, sem deixar de citar o emblemático caso dos "Pangarés", quando o ex-presidente Giovani Gionédis assim adjetivou seus jogadores.

Para ele, deve prevalecer a confiança dos jogadores e o apoio da torcida. "Posso dizer com certeza que a torcida poderá fazer a diferença. Acompanho as notícias do time pela internet e vi que todos os ingressos já foram vendidos. Em casa, o Coxa é muito forte e sei que ele vai conseguir sair dessa", afirmou.

Futuro na 1ª divisão

De contrato renovado, Douglas segue no Guarani pelo menos até o final de 2010. Como a comissão técnica também será a mesma, ele tem a confiança de que poderá seguir como titular, afinal é um dos ídolos da torcida. "Eu vejo que com o trabalho que fiz em outras equipes, indo para a Europa e conseguindo o acesso com o Avaí e o Guarani, a torcida do Coxa entendeu que não era eu o culpado pela queda em 2005. Eles sabem ver a diferença".

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