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Repercussão

Não foi desta vez que o Coritiba venceu fora de casa. Há quase dois meses, desde a vitória sobre o Remo em Belém, no dia 8 de junho, o Coxa não abe o que é vencer fora de casa. Antes do jogo contra a Portuguesa, os jogadores sabiam disso e trabalhar durante a semana em busca do resultado positivo no Canindé. Mas não deu: vitória da Lusa por 3 a 1.

"A gente buscou trabalhar as nossas falhas e erros durante toda a semana, mas não conseguimos executar o que o professor (René Simões) pediu dentro de campo. Agora é pensar no Marília", disse o zagueiro Henrique depois do jogo em São Paulo.

Confira o que o zagueiro espera do time em Marília______________________________

Em seis jogos do Coritiba sob o comando de René Simões nesta Série B, a equipe colecionou dois empates e quatro derrotas. O restrospecto, consolidado após a derrota diante da Portuguesa, começa a irritar o treinador, que não consegue entender porque a equipe apresenta um desempenho tão discrepante dentro e fora de seus domínios.

Para encontrar a solução, Simões promete mudar o time já contra o Marília. "Temos que mudar. Alguma coisa no meu trabalho com os jogadores, algumas peças, algo não está encaixando. Vamos conversar com o grupo, e ver as opções que temos para modificar essa postura fora de casa", antecipou o técnico, sem mencionar quem pode ou não sair.

Leia a análise do jogo feita pelo treinador

O líder Criciúma perdeu para o Paulista, e abriu a oportunidade que o Coritiba queria na noite desta terça-feira (7) para se aproximar do topo da tabela da Série B. Porém, sem dar um único chute em direção ao gol da Portuguesa na maior parte do jogo, ficou difícil. Melhor para a Lusa, que fez dois por intermédio do predestinado atacante Diogo, e outro com Marco Aurélio, para vencer o Coxa por 3 a 1.

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Minutos antes da bola rolar no Estádio Canindé, o atacante Vaguinho sentiu dores musculares e Diogo acabou escalado pelo técnico Vagner Benazzi. A aposta deu certo e o jogador infernizou a defesa alviverde, aproveitando-se em duas oportunidades para fuzilar o goleiro Vanderlei.

Mesmo com as falhas defensivas, o pior setor do Coritiba nos 90 minutos foi o meio-campo. Perdidos na marcação, Rodrigo Mancha e Careca não conseguiam parar os meias da Lusa, enquanto os apoiadores Caíco e Pedro Ken, responsáveis por abastecer o ataque, apresentaram em solo paulista um "show" de passes errados. Sem a bola chegar, a participação de Keirrison e Anderson Gomes ficou comprometida.

O técnico René Simões ainda procurou mexer na equipe na etapa complementar, o Verdão melhorou, mas não o suficiente para criar chances de gol. Como "punição", acabou tomando o segundo em rápido contra-ataque dos paulistas. O panorama do jogo não mudou e o terceiro não demorou a sair, desta vez na bola parada.

Depois disso, a Portuguesa tirou o pé do acelerador e finalmente o Coritiba conseguiu chutar pela primeira vez ao gol de Tiago. E foi aos 38 minutos do segundo tempo, quando Hugo diminuiu. Porém, já era tarde para uma reação. Fica o jejum de vitórias fora de casa na era Simões, e o tabu de 31 anos sem vitória alviverde sobre a Lusa no Canindé.

Na próxima rodada, neste sábado (11), o Coritiba tem outra pedreira pela frente, o Marília. Já a Portuguesa recebe o Brasiliense em casa um dia antes, na sexta-feira (10).

Coxa sofre no meio-campo e sai atrás no placar

Quando a bola rolou no Canindé para os primeiros 45 minutos, o Coritiba logo deu mostras que a ausência de Marlos (lesionado) no meio-campo tornaria a vida dos atacantes da equipe ainda mais difícil. E ao perder o setor, a Portuguesa se aproveitou do mando de campo e das jogadas em velocidade para procurar o gol.

A abertura do placar não demorou ao vir. Aos nove minutos, o atacante Diogo recebeu sozinho na grande área, driblou Douglas Silva e Leandro antes de chutar forte e rasteiro, sem chances para o goleiro Vanderlei. Mesmo atrás no placar, o Coxa procurou se reorganizar, e até procurou atuar nos vários espaços deixados pelos donos da casa.

Mas foi ai que o time paranaense parou em si próprio. Caíco e Pedro Ken praticamente não viram a cor da bola. Quando não erravam passes, perdiam a bola, e quando conseguiam passar por algum adversário, não conseguiam passar de forma consistente para os atacantes Anderson Gomes e Keirrison, muito menos chutar ao gol do goleiro Tiago.

O camisa 1 da Lusa, aliás, foi mero espectador durante praticamente toda a partida. No decorrer do primeiro tempo, o Coritiba só quase chegou com perigo uma única vez, quando Pedro Ken disputou jogada com Halisson e caiu na área. O meia pediu pênalti, mas a arbitragem mandou o lance seguir. Esperava-se alguma mexida no time para que o Coritiba chegasse ao empate nos 45 minutos finais.

Momento de lucidez coxa-branca só vem no final

Em busca de maior produtividade ofensiva, o técnico René Simões tirou o volante Careca, perdido enquanto esteve em campo, para entrada do zagueiro Jeci. Com a formação, a tendência seria que Anderson Lima pudesse avançar mais pela ala, dando qualidade ao passe para os atacantes.

No início da etapa final, a mexida até parecia que iria funcionar, já que o Coritiba tinha mais posse de bola e procurava tocar a bola para chegar ao gol. Entretanto, a bola seguia "quadrada" no meio-campo, e quando caia nos pés de Caíco e Pedro Ken, acabava perdida para os jogadores da Portuguesa, que só jogava nos contra-ataques.

Em um deles, pela esquerda, Leonardo cruzou rasteiro para Diogo. O atacante foi mais rápido que a defesa e deixou o segundo. O gol desconcertou ainda mais o já desorganizado time alviverde, que ainda zonzo tomaria o terceiro gol, saído da cabeça de Marco Aurélio.

Com as entradas de Hugo e Dinei nos lugares de Anderson Gomes e Caíco, respectivamente, a equipe passou a ter mais posse de bola e chutou pela primeira vez contra o gol de Tiago. Neste arremate saiu o gol solitário do Coxa na partida, dos pés de Hugo. E foi só.

Depois disso, o único momento de brilho do Verdão foi a saudação prestada aos torcedores que viajaram de Curitiba até São Paulo para prestigiar o time. Uma tarefa indigesta, pelo futebol apresentado pelo Coritiba. Espera-se melhor sorte contra o Marília, em jogo contra um adversário direto.

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