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Paranaense

Ivo Wortmann exalta os "operários" do Coritiba

Menos badalados, Cleiton, Felipe, Mancha, Márcio Gabriel e Guaru começam bem a temporada e viram exemplo para os outros jogadores do Coxa subirem de produção

Márcio Gabriel e Mancha se juntam na marcação contra o jogador do Iguaçu: lateral e volante estão entre os destaques do Coxa na primeira semana do Estadual | Valterci Santos/Gazeta do Povo
Márcio Gabriel e Mancha se juntam na marcação contra o jogador do Iguaçu: lateral e volante estão entre os destaques do Coxa na primeira semana do Estadual (Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo)

Enquanto Ivo Wortmann sofre para fazer os atletas de maior talento jogarem o que sabem no começo de temporada, cada vez mais são os "operários" que ganham a confiança do treinador. E da torcida.

Se o Coritiba ainda deixa a desejar quando a bola passa pelos pés de Marlos e Carlinhos Paraíba; Marcos Aurélio só agora, no Atletiba, deverá estrear; e enquanto Pedro Ken e Dinélson não recuperam a condição física, o piano é carregado pelos jogadores menos badalados.

Felipe, Rodrigo Mancha, Cleiton, Márcio Gabriel e – a partir da vitória por 1 a 0 sobre o Iguaçu – Guaru. Atletas que já foram contestados ou encarados com desconfiança pelo torcedor, hoje tornaram-se homens de confiança do técnico. Para eles, normalmente os holofotes preocupam, e o silêncio acaba sendo o maior elogio.

"O que vou falar do Felipe, do Mancha, do Cleiton? Todo mundo viu que ali não há problema nenhum", disse o treinador, antes da partida de quarta-feira.

Mas quando são enaltecidos por Ivo, pode ter certeza que é para servir de modelos aos outros. O técnico só falou de Márcio Gabriel quando resolveu sacar Vicente (ala pela esquerda) da equipe. "É um ala que me agrada, pois vai ao fundo. É isso que eu espero desse tipo de jogador."

O último a entrar nesse time parece ter sido Guaru. O jogador atuou como ala-esquerda na vitória contra o Iguaçu, mas foi como meia, substituindo Paraíba. O caso serve bem para demonstrar a diferença entre o que agrada tanto Ivo nos voluntariosos e irrita nos talentosos: disciplina tática.

Guaru, quando passou para a meia-esquerda, fez o que o técnico pediu. Já Paraíba, no tempo em que esteve ali, acabou pecando na movimentação exigida. Resultado: elogios a Guaru, e substituição para Carlinhos.

"Quando passei o Guaru para o meio, centralizando as jogadas – e ele, de forma obediente, fez o que pedi –, o time todo cresceu", disse o técnico após a partida.

No caso da zaga, o pedido foi para os defensores aparecerem na frente, de surpresa. Cleiton fez isso contra o Iguaçu. "Agora só falta o Felipe", cobrou Ivo, que, depois de tanta irritação com o tema, já viu melhoras do meio para frente no segundo tempo do último jogo.

Ao retornar à criação, com mais liberdade para jogar, e chegando de trás, pela primeira vez Marlos foi bem. Paraíba ainda não está descartado, mas terá de se contentar com a ala-esquerda, que um dia renegou, se quiser jogar. Já Pedro Ken vai mais para a direita. "Só não joga na ala (algo que Ken já disse que não gostaria) pois o Márcio Gabriel está bem", chegou a comentar o técnico após a frustração da estreia.

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