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Copa América

Jogos históricos do Brasil no Maracanã têm show de Romário, três de Pelé e até pancadaria

  • PorDaniel Malucelli
  • 05/07/2019 20:33
Jogos históricos do Brasil no Maracanã têm show de Romário, três de Pelé e até pancadaria
| Foto:

O Brasil irá escrever, neste domingo (7), mais um capítulo de sua história no Maracanã, o estádio que mais abrigou partidas da seleção. Seja de sucesso, em caso de título da Copa América sobre o Peru, ou de fracasso se perder para a zebra do torneio.

Ao todo, a seleção soma 106 partidas no Maracanã, com 76 vitórias, 23 empates e apenas sete derrotas. Em jogos oficiais, sem contar amistosos, o retrospecto é ainda melhor: 26 vitórias, sete empates e uma derrota (esta para o Uruguai na final da Copa de 1950). O artilheiro do Brasil no estádio é Pelé, com 29 gols.

TABELA: Copa América 2019

Relembre os melhores e piores momentos do Brasil no estádio mais famoso do mundo:

Melhores momentos

1963 - Brasil 5 x 2 Argentina. Show de Pelé

O Rei brilhou na Copa Roca de 1963, o superclássico das Américas disputado entre Brasil e Argentina. Precisando vencer, Pelé fez três gols diante de 130 mil pessoas. Foi o primeiro hat-trick da história do clássico.

Escalação: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Cláudio e Altair; Zito (Zequinha) e Mengálvio (Gérson); Dorval, Amarildo, Pelé e Pepe. Técnico: Aymoré Moreira.

1976 - Brasil 2 x 1 Uruguai. Cenas lamentáveis

Foi uma loucura. A torcida gritava "porrada, porrada" enquanto o coro comia dentro de campo no jogo da Taça do Atlântico. A cena mais clássica é a de Rivellino escorregando na escadaria para fugir dos uruguaios. Zico foi caçado e apanhou de todos os jeitos. Os dois personagens foram os autores dos gols da seleção.

Escalação: Jairo; Toninho (Orlando), Miguel, Amaral e Marco Antônio; Chicão, Zico e Rivellino; Gil, Enéas (Roberto Dinamite) e Lula. Técnico: Oswaldo Brandão.

1989 – Brasil 2 x 0 Argentina. Gol de placa e caneta em Maradona

A partida válida pelo quadrangular final da Copa América de 1989 foi icônica e consagrou a dupla Bebeto e Romário, com um gol de cada. O baixinho aplicou uma caneta em Maradona e Bebeto marcou um golaço de voleio.

Escalação: Taffarel; Aldair, Mauro Galvão e Ricardo Gomes; Mazinho, Dunga, Silas (Alemão), Valdo e Branco; Bebeto e Romário (Renato Gaúcho). Técnico: Lazzaroni.

1989 - Brasil 1 x 0 Uruguai. Adeus fantasma

Seleção foi campeã da Copa América de 1989 despachando Argentina e Uruguai
Seleção foi campeã da Copa América de 1989 despachando Argentina e Uruguai| Acervo CBF

O fantasma de 50 assombrava o Brasil para a final da Copa América de 1989. Mas diante de 132 mil pagantes, o baixinho Romário, de cabeça, fez a alegria do povo e garantiu o caneco para a seleção canarinho acabando com o tabu de 40 anos sem o título do torneio continental.

Escalação: Taffarel; Mauro Galvão, Aldair e Ricardo Gomes; Mazinho, Dunga, Silas (Alemão), Valdo (Josimar) e Branco; Bebeto e Romário. Técnico: Sebastião Lazaroni.

1993 – Brasil 2 x 0 Uruguai. Romário salvador da pátria

“Será uma guerra. Mas vou classificar o Brasil para a Copa”, prometeu Romário. O camisa 11 estava há quase um ano afastado da seleção por opção de Parreira, que o convocou para a última partida das Eliminatórias para a Copa-94. O Brasil jogava pelo empate, mas o baixinho teve uma atuação épica marcando os dois gols no segundo tempo. Um ano depois, a seleção conquistou o tetra.

Escalação: Taffarel; Jorginho, Ricardo Rocha, Ricardo Gomes e Branco; Mauro Silva, Dunga, Raí e Zinho; Bebeto e Romário. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

2013 – Brasil 3 x 0. Chocolate na campeã do mundo

Fred e Neymar marcaram os gols da final contra a Espanha
Fred e Neymar marcaram os gols da final contra a Espanha| Rafael Ribeiro/CBF

Foi o último jogo da seleção no Maraca, que garantiu o título da Copa das Confederações de 2013. O Brasil de Felipão enfiou três na Espanha, na época atual campeã do mundo e europeia. Foram dois de Fred e um de Neymar, além da salvada espetacular de David Luiz no chute do atacante espanhol Pedro.

Escalação: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho (Hernanes) e Oscar; Hulk (Jadson), Neymar e Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

2016 – Brasil 1 (5) x (4) 1 Alemanha. Ouro inédito

Neymar foi o capitão do Brasil no Rio-2016
Neymar foi o capitão do Brasil no Rio-2016| Albari Rosa/Gazeta do Povo

Favorito, o Brasil enfrentava a Alemanha na final das Olimpíadas do Rio-2016, dois anos depois do 7 a 1. A seleção era comandada por Neymar, que marcou de falta no tempo normal. A Alemanha empatou e levou para os pênaltis. Weverton pegou uma cobrança e o camisa 10 converteu a última penalidade para quebrar o tabu brasileiro nos Jogos.

Escalação: Weverton; Zeca, Rodrigo Caio, Marquinhos e Douglas Santos; Walace, Renato Augusto e Luan; Neymar, Gabriel Barbosa (Felipe Anderson) e Gabriel Jesus (Rafinha). Técnico: Rogério Micale.

Piores momentos

1950 - Brasil 1 x 2 Uruguai. O Maracanazo

Maior derrota da seleção no Maracanã, na final da Copa de 1950
Maior derrota da seleção no Maracanã, na final da Copa de 1950| Acervo CBF

A maior tragédia do futebol brasileiro, antes do 7 a 1. O Brasil sediava a Copa e era o favorito para vencer seu primeiro mundial. Foi o maior público da história do estádio: 199.854 pessoas. Jogando pelo empate, a seleção abriu o placar. Mas levou a virada com gols de Schiaffino e Ghiggia. O goleiro Barbosa foi crucificado, naquele que dizem ter sido o maior silêncio ‘ensurdecedor’ da história do futebol.

Escalação: Barbosa; Augusto e Juvenal; Bauer, Danilo e Bigode; Friaça, Zizinho, Ademir de Menezes, Jair e Chico. Técnico: Flávio Costa.

1957 - Brasil 1 x 2 Argentina. Estreia de Pelé

Pelé, aos 16 anos, marca em sua estreia, mas não evita derrota do Brasil no Maracanã
Pelé, aos 16 anos, marca em sua estreia, mas não evita derrota do Brasil no Maracanã| Acervo Nacional/CBF

Foi a estreia de Pelé pela seleção brasileira. Aos 16 anos, o Rei menino entrou no segundo tempo e marcou um gol, mas não conseguiu evitar a derrota para a Argentina pela Copa Roca de 1957. O Brasil se recuperou da derrota e venceu o segundo jogo garantindo o título do torneio.

Escalação: Castilho; Paulinho de Almeida, Bellini, Jadir e Oreco; Zito (Urubatão) e Luisinho; Maurinho, Mazzola (Moacir), Del Vecchio (Pelé) e Tite. Treinador: Sylvio Pirillo.

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