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Presidente Aquilino Romani se reuniu com integrantes da diretoria para discutir o futuro paranista depois do rebaixamento no Estadual | Walter Alves / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Presidente Aquilino Romani se reuniu com integrantes da diretoria para discutir o futuro paranista depois do rebaixamento no Estadual| Foto: Walter Alves / Agência de Notícias Gazeta do Povo

Em entrevista à Gazeta do Povo, que ocorreu na sede da sua empresa, em Araucária, o presidente Aquilino Romani fez uma avaliação dos problemas ocorridos no ano, destacando que, mesmo com as dificuldades financeiras, diminuiu o déficit paranista de R$ 6 milhões para R$ 1,5 milhão. O dirigente falou também sobre as revelações das categorias de base, incluindo o atacante Kelvin, e destacou que não quer continuar a dirigir o clube se for para atrasar salários em 2011. ?Não sou picareta?, diz.

Gazeta do Povo -- O Paraná começou bem a Série B. Antes da paralisação da Copa, era líder. Depois caiu. Mas ao menos evitou o perigo de rebaixamento. O que aconteceu?

Aquilino Romani, presidente do Paraná -- Quando assumi o clube, já sabia de todos os problemas que enfrentaria, pois eu trabalhei na diretoria anterior. E nós montamos um elenco barato, mas bom. A gente tinha promessa de vir recurso -- fato que não aconteceu. E a gente alertou. Fomos líderes antes da Copa, mas tivemos de viajar para buscar um pouco de dinheiro. Infelizmente, também perdemos a dupla de zaga. E não tinha peças suficientes à altura. Além disso, nós atrasamos salários e então começamos a cair. Mas é importante colocar que em nenhum momento corremos risco de ir para Terceira Divisão. Isso foi uma expectativa que se criou (fora da Vila), mas o nosso time sempre foi superior a pelo menos dez times da Segundona. Na vez que chegamos mais perto da ZR ficamos quatro ou cindo pontos de distância.

O senhor falou em dinheiro que não veio e viagem para buscar verbas, pode especificar? Qual o balanço financeiro do Paraná em 2010?

Nós fomos fazer dois jogos no Rio Grande do Sul para buscar pouca coisa de recursos. Dois amistosos na parada da Copa que renderam pouco de dinheiro, insignificante para o que precisávamos. Já a promessa de recursos (feita antes das eleições) foi de um grupo de empresários que viria ajudar, mas depois ficou só um deles ajudando (Raul Trombini). Mesmo assim, nesse ano fechamos só com R$ 1,5 milhões de déficit contra R$ 6 milhões nos dois anos anteriores. Sem dívida com ninguém. A única dívida foi com o atraso de salários mesmo.

Pelo quem foi acordado antes da eleição, e o que ocorreu depois, o senhor se sente, de alguma maneira, traído?

Quem seria o presidente era o Aramis (Tissot). Ele vendo a situação do clube, não quis. Então me chamaram. E eu acabei indo até contra a vontade da minha família. O que me pareceu é que muita gente do outro grupo queria que fosse o Aramis o presidente e achou que ele, de alguma forma, traiu o grupo. Eu não acho assim, pois não sou de lado nenhum meu lado é o Paraná Clube. Mas administrar dor de cotovelo e ciumeira de homem é a pior coisa que existe. E o grande mal do Paraná nesses últimos anos foi isso.

Esse foi o grande problema?

Considero como um todo. Muita gente que veio com vontade de ajudar, não ajudou. E nós não subimos por R$ 2,5 milhões. Mas isso passou, o que lamento é não ter conseguido fazer mais pelo clube e ter usado muito meu nome à frente de tudo.

Continuação:

Hora de profissionalizar o clube

Base: a fonte para salvar as finanças

A origem da crise

Confira um vídeo com alguns dos melhores momentos:

Presidente Paraná

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