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Handebol

Corte ainda ecoa na seleção masculina

Saída de Jaqson, supostamente por doping, tumultou a preparação da equipe para a duríssima estréia na madrugada de amanhã, contra a França, bronze em Atenas

O paranaense Renato Tupan considera o caso do afastamento do armador Jaqson superado: maringaense não gostou das especulações envolvendo o companheiro. | Jonathan Campos, enviado especial/Gazeta do Povo
O paranaense Renato Tupan considera o caso do afastamento do armador Jaqson superado: maringaense não gostou das especulações envolvendo o companheiro. (Foto: Jonathan Campos, enviado especial/Gazeta do Povo)

Ainda assimilando o corte do armador-esquerdo Jaqson, supostamente por doping, a seleção brasileira masculina de handebol estréia na madrugada de amanhã, às 3 horas (de Brasília), nos Jogos Olímpicos de Pequim. A partida é contra a França, medalha de bronze em Atenas-04, e uma das principais candidatas ao pódio novamente.

Como já era de se esperar, o assunto é tratado com reservas pelo grupo. "Isso ainda está repercutindo no Brasil?", questionou, espantado, o maringaense Renato Tupan.

Há três versões correndo paralelamente de boca em boca, explicando a desconvocação, ocorrida ainda em julho, no Japão, durante o período de aclimatação da equipe. Para o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o jogador foi cortado por causa de lesão. A Metodista, com quem Jaqson tem contrato, recebeu a informação de que problemas pessoais tiraram o atleta da Olimpíada. Já a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) divulgou que o armador teria sido pego no antidoping.

Único personagem capaz de esclarecer os fatos, Jaqson sumiu . "Houve uma reunião entre todos os jogadores, nos despedimos e ele foi embora", recordou Tupan, evitando entrar em detalhes.

Antes, porém, em seu blog pessoal, o paranaense criticou quem havia espalhado o que chamou de boato. "Está sendo uma sacanagem o tratamento que o Jaqson vem recebendo. Boato acaba tendo mais peso do que a verdade. Que desagradável. Alguém se colocou no lugar dele e de sua família? Muita especulação a troco de quê? A dispensa foi por problemas pessoais", escreveu.

A linha cruzada e a cobrança pública do elenco fizeram com que o presidente da CBHb, Manoel Luiz Oliveira, pegasse o primeiro avião para a China na tentativa de serenar os ânimos. A reportagem não conseguiu localizar o dirigente.

Substituto de Jaqson, o pivô Alê Rodrigues, da equipe Unopar/FEL/ Sercomtel, de Londrina, desembarcou ontem, no fim da tarde, em Pequim – madrugada no Brasil.

Cansados do tema, os atletas escolheram as palavras durante as entrevistas. "O Jaqson era o nosso melhor defensor, por isso vai fazer muita falta", resumiu o armador central Léo, preferindo ressaltar o duelo contra o time francês. "Eles são muito bons. Para quem tem uma estrutura semiprofissional, como a gente, fica bem difícil. Mas vamos lá."

Jogar de maneira convincente ante os europeus significa jogar por um companheiro que participou de toda a preparação, mas, justamente na hora de desfrutar das vantagens de se disputar uma Olimpíada, acabou barrado da festa. "Tomara que mais para frente nós possamos nos reencontrar, aqui mesmo na seleção, com tudo resolvido", decretou Tupan.

Na TV

Brasil x França, às 3 h, na ESPN e SporTV3

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