Murray mostra a medalha de ouro | Leon Neal/ AFP
Murray mostra a medalha de ouro| Foto: Leon Neal/ AFP
  • Andy Murray fez o último ponto da partida chorando, para vibração da torcida britânica

Andy Murray, 25 anos, finalmente deixou para trás o rótulo de jogador do 'quase'. Neste domingo (5), o britânico não tomou conhecimento do número um do mundo, o suíço Roger Federer, venceu por 3 sets a 0 em 1h56min, e conquistou o titulo mais importante de sua carreira: a medalha de ouro olímpica em casa, na quadra central de Wimbledon.

Murray, natural de Dunblane, na Escócia, se tornou o primeiro britânico campeão em Wimbledon desde 1936. Em um jogo surpreendente, revanche do Aberto da Inglaterra deste ano - quando o britânico perdeu para Federer – o tenista da casa fez a alegria do público local. A festa britânica se armava entre os torcedores, empolgados, com a grande apresentação de seu compatriota desde o primeiro ponto. Gritando o nome do atleta em quase todos os momentos, a torcida tremulou inúmeras bandeiras da Grã-Bretanha durante todos os sets. O escocês também é o primeiro tenista britânico a chegar ao lugar mais alto do pódio no tênis olímpico desde 1908 (o esporte ficou fora dos jogos entre 1928 e 1984).

Para Federer, foi talvez a última chance de obter o Career Golden Slam (os quatro Grand Slams do circuito profissional e o ouro nos Jogos Olímpicos). Com o ouro, Federer se juntaria ao grupo que conta apenas com o americano André Agassi e o espanhol Rafael Nadal. Além do ouro, a vitória deu a Murray a vantagem no histórico do confronto diante do atual líder do ranking da ATP. Foi a 17.ª partida, e o escocês tem agora nove vitórias.

O jogo

Mantendo um ritmo de jogo agressivo o tempo todo, Murray, que é treinado pela lenda do tênis Ivan Lendl, terminou o 1.º set quebrando o serviço do adversário, em um sinal do que seria o confronto.

A partida não foi das mais difíceis para o tenista da casa. O começo foi equilibrado apenas até o quarto game, já que a partir daí Murray confirmou seus serviços e ainda obteve duas quebras, fechando em 6 a 2.

Apesar de animada, a torcida se manteve cautelosa, já que o número 4 do mundo também venceu a primeira parcial na final de Wimbledon. Só que a surpreendente facilidade no segundo set deu tranquilidade ao público e ao próprio atleta britânico, que perdeu apenas um game, o sexto.

No terceiro e decisivo set, foi necessário apenas uma quebra para que Murray vencesse. Para fechar o jogo, o número 4.º do ranking da ATP fez dois aces. Àquela altura do confronto, o líder do ranking já aparentava certo conformismo com a derrota e o adeus ao sonho do ouro, que desta vez ficou em casa.

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