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Curitiba faz revolução no caiaque antes da Olimpíada

  • Marcos Xavier Vicente
Roberto Maehler: paranaense sonha em participar da primeira Olimpíada. | Jonathan campos/Jonathan Campos
Roberto Maehler: paranaense sonha em participar da primeira Olimpíada. Jonathan campos/Jonathan Campos
 
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Treinando desde outubro em Curitiba, a seleção de canoagem da categoria caiaque viaja em março a Atlanta, nos Estados Unidos, onde disputa o Pan-Americano da modalidade para definir quem serão os representantes brasileiros na Olimpíada do Rio, em agosto de 2016. Por ser sede, o Brasil tem direito a uma vaga no masculino e uma no feminino na prova K1 , em que o competidor vai sozinho na embarcação. Entretanto, se obtiver índice, o Brasil pode ter até três atletas no masculino e três no feminino nos Jogos.

Entre os 12 integrantes da seleção, três paranaenses estão na disputa para ir pela primeira vez à Olimpíada: Roberto Maehler, Vágner Souza e Ana Paula Vergutz, todos de Cascavel.

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Integrante da seleção desde 2002, Maehler, 30 anos, é um dos mais experientes do grupo. Detentor de três medalhas em Jogos Pan-Americanos (ouro em 2007, bronze em 2011 e prata em 2015, todas na prova K4-1000m), o canoísta diz que nunca a equipe nacional chegou tão forte para a disputa do índice olímpico.

“Nos últimos 12 meses, entramos numa crescente fantástica, graças à estrutura que temos para treinar”, afirma o paranaense, referindo-se aos equipamentos (barcos e remos) de última geração e ao staff profissional que atende os atletas (além da comissão técnica, fisioterapeuta, fisiologista, médico e nutricionista). Tudo bancado pelo patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa).

Em 2015 a instituição financeira investiu R$ 24 milhões – R$ 6 milhões foram para o centro em Curitiba.

Maehler explica que desde que passou a contar com essa estrutura, pôde pela primeira vez na carreira focar exclusivamente nos treinos. Antes, explica, tinha que treinar de manhã e de tarde bater de porta em porta de empresas para conseguir patrocínios que bancasses as viagens para competir. “Naquela época acabava o treino e eu estava morto. Hoje, consigo sair da água e continuar a preparação com musculação e natação”, compara. “Se houvesse essa estrutura quando comecei na seleção, acredito que hoje eu teria uma medalha em Mundial”, afirma.

Ana Paula Vergutz, 26 anos, concorda com Maehler. A canoísta afirma que graças ao salário que recebe da CBCa conseguiu adquirir seu próprio caiaque para competir, o equivalente ao usado por atletas alemãs e húngaras, a elite da modalidade. “Agora se a seleção permanente acabar eu tenho um equipamento bom para continuar treinando”, argumenta a cascavelense, que entre suas melhores marcas tem um bronze na prova K1-500m no Pan deste ano em Toronto, e um sexto lugar no Mundial também de 2015.

Pós-2016

Apesar de toda a estrutura para buscar a classificação olímpica, Ana Paula teme voltar a realidade antiga depois dos Jogos. Em especial pela crise política e econômica pela qual passa o país. “A gente não tem uma certeza se depois de 2016 esse apoio vai continuar”, admite a atleta.

Já Maehler acredita que, apesar do momento difícil pelo qual passa o país, a CBCa está estruturada para seguir em frente após a Rio-2016. “Uma coisa é fato: as confederações que não estão se preparando para o pós-2016 vão passar por dificuldade. Mas eu acredito no projeto da Confederação de Canoagem. Pelo menos até a Olimpíada de 2020”, enfatiza.

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