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salto com vara

Irritado com vaias, Lavillenie compara torcida do Rio com a da Alemanha nazista

Público apoio muito Thiago; e vaiou demais o francês Renaud | FABRICE COFFRINI/AFP
Público apoio muito Thiago; e vaiou demais o francês Renaud (Foto: FABRICE COFFRINI/AFP)

O francês Renaud Lavillenie não absorveu bem a derrota para o brasileiro Thiago Braz na final do salto com vara da Rio-2016.

O então campeão olímpico e recordista mundial da modalidade reclamou muito do comportamento do público no Estádio Olímpico. Os torcedores, é claro, apoiaram o atleta da casa e vaiaram muito o estrangeiro, inclusive antes do salto que poderia lhe dar o primeiro lugar no pódio, quando tentava superar 6,08 m.

O francês, porém, chegou ao cúmulo de se comprar com americano Jesse Owens, corredor negro que venceu quatro ouros na Olimpíada de Berlim, calou a torcida contrária e fez o próprio führer Adolf Hitler, que pregava a superioridade ariana, deixar o estádio. Isso apenas três anos antes do início da Segunda Guerra Mundial.

“Em 1936 a multidão estava contra Jesse Owens. Não vimos isso desde então”, comentou Lavillenie. “Não tem respeito, não tem fair play e é a Olimpíada. Se não tem aqui, onde vai ter?”, questionou.

Mais tarde, o saltador admitiu que exagerou ao citar Owens. Só não voltou atrás na afirmação que foi atrapalhado pelas vaias.

“Entendo que o público estava a favor do Thiago por ser do Brasil, mas não posso entender o público ficar contra todos os saltadores que estavam tentando dar seu melhor. Infelizmente, vemos esse tipo de torcida no futebol e isso não é legal. Não estamos acostumados com isso”, falou.

Thiago até tentou pedir para o público não vaiar o concorrente, mas não obteve sucesso. O paulista admitiu que o barulho em excesso contribui para a perda do foco. O que é bem diferente de justificar um resultado por causa do comportamento das arquibancadas.

“Ajudou para mim e atrapalhou para ele [Lavillenie]. Porém, todos os outros que torceram para ele também me atrapalharam. Tem que ter um jogo de cintura, querendo ou não”, argumentou.

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