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Política

Oposição vai à Justiça para desvendar caso Morro García

Para a chapa CAPGigante, liderada por Mario Celso Petraglia, contratação do uruguaio trouxe prejuízo ao Atlético

Jose Cid Campêlo Filho e Antonio Carlos Bettega, integrantes da CAPGigante: em caso de vitória do grupo nas urnas, Morro García será liberado | Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
Jose Cid Campêlo Filho e Antonio Carlos Bettega, integrantes da CAPGigante: em caso de vitória do grupo nas urnas, Morro García será liberado (Foto: Marcelo Elias/ Gazeta do Povo)

Morro García já sabe qual de­­ve­­­­rá ser o seu destino caso a oposição vença as eleições presidenciais no Atlético na quinta-feira: o adeus. O candidato à presidência do Conselho Deli­­be­­rativo, Antônio Carlos Bette­­ga, da chapa CAPGigante, lide­­ra­da por Mario Celso Petraglia, declarou a intenção de desfazer a maior contratação já realizada pelo futebol paranaense, se confirmada a vitória nas urnas.

Bettega e o advogado José Cid Campêlo Filho concederam en­­trevista coletiva ontem, em um hotel em Curitiba, na qual anunciaram terem recorrido à Justiça, através de uma interpelação judicial interposta ontem, na qual pedem esclarecimentos sobre a contratação do atacante uruguaio.

"Queremos desvendar, abrir a caixa onde está escondida essa negociação, muito contestada desde o início. A intenção é tentar desfazer esse negócio extremamente nocivo ao Atlético. Se houver possibilidades jurídicas, iremos até as últimas conse­­quências", declarou Bettega.

A oposição questionou o fato de os números nunca terem apa­­recido por completo na im­­prensa e também a posição do clube quando houve o problema do doping envolvendo o jo­­gador. "Ele não foi devolvido e não houve redução de direitos fe­­derativos e de imagem. Acha­­mos que houve prejuízo ao clube", disse Campêlo Filho.

Sem apresentar provas – se­­gundo o advogado elas estariam anexadas ao processo, que nesta terça-feira será sorteado en­­tre uma das 23 Varas Cíveis de Curitiba –, foram divulgados valores envolvendo a vinda de Morro García para o Furação. Segundo a oposição, o total chegaria R$ 16.127.580.

Neste valor estaria incluída uma comissão de US$ 1,8 mi­­lhão (R$ 3,3 milhões) supostamente paga pelo clube ao ex-jo­­gador uruguaio e empresário Daniel Fonseca Garis, intermediador do negócio. "Todos os outros valores estão registrados. Com relação à comissão, só te­­mos um papel sem assinatura. Queremos que o clube esclareça. Existe a suspeita e até agora quem menos recebeu foi o Morro. O empresário ganhou, o clube [Nacional] ganhou", disse Campêlo.

A diferença de quase R$ 10 milhões entre os valores propalados pela oposição e os R$ 7 milhões anunciado pela di­­re­­toria do Atlético ao contratar o atleta se refere – além da co­­missão – também ao cálculo dos rendimentos totais que se­­riam pagos ao jogador du­­rante os cinco anos de contrato.

Pelos salários, US$ 650 mil (cerca de R$ 1,196 milhão), mais US$ 2,080 milhões em di­­reitos de imagem (R$ 3,827). Total de R$ 5,032 milhões por cinco temporadas. "Não é praxe anunciar todo o montante. Mas pode ser. E não podemos negar que estamos em um processo eleitoral", reconheceu Campêlo.

Artilheiro do Cam­­peo­­na­to Uruguaio, com 22 gols, Morro marcou apenas 2 ve­­zes em 13 jogos pelo Rubro-Negro.

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