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Paranaense

Para clubes do interior, “bagunça” gerou erro no regulamento

Clima tumultuado do arbitral da FPF teria provocado desatenção de dirigentes na aprovação do polêmico artigo 9º

Enquanto o presidente da Federação Paranaense de Futebol diz não aguentar mais falar sobre o artigo 9º do Estadual 2009, representantes de clubes do interior, e mais o presidente da Futpar, dão opiniões diversas a respeito do assunto. Alguns apóiam a postura de Hélio Cury em assumir a culpa da FPF na redação do texto do regulamento, que dá a possibilidade ao primeiro colocado na 1ª fase de ter todos os mandos de jogos na fase final, outros criticam e garantem que o "erro" foi exclusivo da Federação.

"Eles quiseram empurrar o regulamento na marra. O Seu Juliano Tetto (do departamento jurídico da FPF) chegou no arbitral com o regulamento debaixo do braço, ao estilo Onaireves Moura. Nós revisamos uns 40 itens antes de assinar, garantiu o presidente do Engenheiro Beltrão, Luis Linhares. "Nós avisamos que havia erro, mas eles se acham os senhores dos anéis, os donos da razão e deu essa porcaria. O campeonato tem de parar", completou o dirigente, temendo pela continuidade da competição. A interpretação do polêmico artigo ainda depende do julgamento do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), previsto para o próximo dia 26 de março.

Embora considere a postura da FPF correta em dividir a culpa com os clubes, o presidente do Rio Branco, João Frumento, classificou a reunião que definiu as regras do jogo como "bagunçada". "É cafezinho aqui, telefone celular tocando ali, ninguém presta atenção, não há concentração, é tudo muito bagunçado. Ninguém sabe bem o que está acontecendo", reclamou. Ele lembrou que apenas o Atlético solicitou uma cópia do regulamento para uma avaliação minuciosa do departamento jurídico do clube. "Mas acho que todos deviríamos pôr a bunda num balde de água fria e assumir a bronca", disse o Frumento.

O presidente da Futpar, Joel Malucelli, confirmou o clima confuso dos arbitrais. Não é estudado, não é verificado e não é discutido. O resultado é esse, mas todos temos culpa no cartório. Não sei por quais motivos a FPF não assumia isso daí".

Arif Osman, diretor financeiro do Foz, admite a falha dos clubes e afirmou que a alteração no artigo 9º foi discutida no arbitral, mas não foi redigida no regulamento final apresentado pela Federação. Segundo ele, não haveria o supermando na segunda fase. "Nós (clubes) votamos que o primeiro ao quarto colocado jogariam quatro partidas em casa e outras três fora na segunda fase. Nós assinamos na confiança que havia sido alterado, mas não foi o que aconteceu", garantiu.

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