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Lateral-direito Murilo foi um dos destaques do Paraná na vitória sobre o Mixto-MT fora de casa | Otmar de Oliveira / futura Press
Lateral-direito Murilo foi um dos destaques do Paraná na vitória sobre o Mixto-MT fora de casa| Foto: Otmar de Oliveira / futura Press

Assista aos gols dos times paranaenses na estreia na Copa do Brasil

LANCE A LANCE: Confira os principais lances da vitória do Paraná em Cuiabá

O Paraná Clube reencontrou a vitória na sua estreia pela Copa do Brasil 2009. Diante do Mixto-MT no Estádio José Fragelli, em Cuiabá, o Tricolor venceu por 2 a 1 e deixou as suas derrotas consecutivas no Campeonato Paranaense para trás. Não foi o melhor resultado, já que os paranistas não conseguiram eliminar a necessidade da partida de volta, porém a equipe do técnico Paulo Comelli tem boa vantagem para o segundo jogo, no dia 5 de março, na Vila Capanema.

Durante os 90 minutos, o Paraná oscilou bons e maus momentos, e se viu assombrado mais uma vez pela ineficiência do setor ofensivo do time. Apesar de menos categoria técnica, o Mixto tentou surpreender na base da vontade e da correria, chegou a assustar e se ver em igualdade no marcador, porém acabou tomando o segundo gol um minuto depois de balançar as redes tricolores.

A atuação não foi de gala, mas alimenta o ânimo dos jogadores do Paraná para o próximo desafio: o clássico de domingo, às 16h, contra o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada. Será o primeiro clássico do Tricolor na temporada, após quase um ano sem encarar um rival da capital. Já o Mixto amargou mais um revés no ano, e tem contra si um retrospecto de uma vitória em sete partidas disputadas em 2009.

Tricolor reencontra os mesmos "fantasmas" no primeiro tempo

Problemas ofensivos. É o que o Paraná tem enfrentando até aqui na temporada. Dono do terceiro pior ataque do Campeonato Paranaense, com seis gols marcados em seis compromissos, o Tricolor vem sofrendo com a inoperância dos seus atacantes, algo que não abandonou o time paranista no primeiro tempo em Cuiabá. O velho "fantasma", porém, parecia que seria exorcizado nos primeiros minutos.

Desde o início da partida, a iniciativa sempre foi dos visitantes, enquanto o Mixto procurou mais se defender e anular o Paraná do que atacar propriamente. Mas, mesmo ficando mais tempo com a bola, os comandados de Paulo Comelli encontravam grandes dificuldades em criar oportunidades claras de gol. A primeira veio com um chute de longe de Fabinho, aos cinco minutos.

Quando atacou, o Mixto apostou no lateral-direito Moura, no volante Davi e no atacante Alex Sorocaba. Cada um deles teve uma chance de chutar contra o gol de Ney, porém não chegaram a levar perigo. Quem conseguiu assustar mesmo foi o avante Tiago, em cobrança de falta aos 42 minutos. Coube ao camisa 1 do Tricolor impedir a abertura do marcador com a melhor intervenção da primeira etapa.

Todavia, se os donos da casa tiveram uma chance clara de gol, o Paraná se deu ao luxo de perder duas diante do goleiro Rafael Fava. Uma com Agenor, aos 24, e outra com Murilo, quatro minutos depois. Pelo equilíbrio apresentado em cada metade da etapa inicial, o empate sem gols se apresentou como o placar mais justo. Até mesmo nas deficiências, os dois times se igualaram.

Paranistas suam a camisa para marcar

Com a orientação de colocar a bola no chão e parar com as bolas esticadas, o Paraná retornou para o segundo tempo como iniciou o primeiro: com posse de bola, domínio das ações e chegadas mais perigosas. Com oito minutos, Osmar e Wellington Silva tiraram o "Uh" dos poucos torcedores paranistas que compareceram ao José Fragelli. No minuto seguinte, finalmente o Tricolor foi premiado.

Em cobrança de falta, Luis Henrique bateu falta de forma despretensiosa, ninguém da zaga do Mixto cortou e a bola morreu nas redes de Rafael Fava. A abertura do placar fez com que o time mato-grossense saísse mais, sobretudo com a entrada do atacante Igor na vaga do volante Dudu. Pouco depois, Ney fez a sua segunda grande defesa da noite, ao impedir o gol de Tiago, livre na grande área.

O Paraná passava a esperar um erro do Mixto para contra-atacar e chegar ao segundo, mas quem marcou foi o Mixto. Aos 22, Davi aproveitou bola alçada na área, ninguém do Tricolor tirou o perigo, e o volante dominou antes de encher o pé e igualar o marcador. Mas nem deu tempo de comemorar. Coube a Gedeon – que acabava de entrar no lugar de Osmar –, um minuto depois, aproveitar passe açucarado de Wellington Silva para chutar no canto, a bola resvalar na trave e entrar.

O gol caiu como um balde de água fria nos jogadores do Mixto e a equipe da casa bem que tentou, mas não teve forças de reagir. O Paraná administrou o resultado até o fim e ainda se deu ao luxo de perder a oportunidade da classificação com o jovem Bruno, que entrou na reta final do segundo tempo. Mostrando personalidade, o atacante chutou para o alto o terceiro gol paranista, contudo a volta da auto-estima paranista foi assegurada com a vitória.

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