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Mesmo com camisa nova, Paraná deve trocar de fornecedor de material esportivo

Mesmo com lançamento de camisa nova, parceria está com os dias contados

Nova camisa do Paraná Clube | /Reprdoução
Nova camisa do Paraná Clube (Foto: /Reprdoução)

O Paraná estreou a nova camisa para a reta final da Série B na vitória por 2 a 0 diante do Luverdense, na última sexta-feira (10), na Vila Capanema. O vestimento é especial e deverá marcar a saída da Topper do clube paranaense. O contrato era de três anos e sete meses.

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Desde o mês passado, as lojas físicas e virtuais do Tricolor não recebem novos produtos da marca. A justificativa de quem trabalha nelas era de que o novo uniforme sairia em novembro, mas já sinalizando em breve o fim da parceria entre as partes, que vem desde o início de junho de 2016.

Diferente de anos anteriores, o clube não fez nenhuma promoção ou ação para promover o lançamento da coleção, que conta ainda com camisas de treino e para a comissão técnica. Somente minutos antes do jogo de sexta, as redes sociais paranistas anunciaram a estreia da camisa 1, tradicionalmente azul e vermelha.

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O anúncio também foi feito no intervalo da partida para os pouco mais de 13 mil presentes no estádio. A comercialização é somente para os sócios. Não há informação se a camisa 2, branca, que ainda não foi divulgada, será vendida.

“E hoje estreamos uma nova armadura para um novo campeonato que começou. Serão quatro decisões que podem mudar a história do clube. Será uma edição limitada do novo manto. 500 camisas serão vendidas exclusivamente aos sócios na Loja PRC da Sede Kennedy, a partir das 9h. 500 mantos, somente no tamanho G, no valor de R$ 250,00. Sócio tem 10% de desconto. Uma unidade por sócio”, afirma o texto.

Durante esse um ano e meio, houve ‘problemas dos dois lados’. Novamente aconteceu um imbróglio sobre o repasse do percentual de venda do Paraná à fornecedora, como já tinha acontecido com outras marcas - algo que foi resolvido. A promessa de uma megastore, bancada pela marca, na Vila Capanema, não aconteceu.

O fim da parceria, entretanto, parte da Topper por questão de posicionamento e estratégia no mercado. Atualmente, a fornecedora conta com dez clubes como clientes, incluindo o Tricolor. Os outros são Botafogo, Atlético-MG, Vitória, Goiás, Náutico, Ceará, Guarani, Brasil-RS e Remo. A ideia da fornecedora é diminuir esse cartel, ficando somente com equipes do alto nível do futebol brasileiro. A tendência é que só Fogão e o Galo sigam com ela para o ano que vem.

Com a negativa, a diretoria paranista agora buscará uma nova marca. No início do ano passado, o clube chegou a se aproximar da canadense Dry World, mas recuou por divergências financeiras, como comissão e percentual de vendas, além do receio pela empresa ser nova no Brasil. Uma decisão vista como acertada, haja visto o rompimento de Fluminense e Atlético-MG sete meses depois da assinatura com a fornecedora.

As marcas Umbro e Super Bolla mostraram interesse em um passado recente e já até entraram em contato com a direção. Penalty e Kappa, antes da Topper, chegaram a conversar com o clube - a primeira já forneceu material ao Tricolor entre 2007 e 2009 - e podem retomar as negociações novamente.

O novo uniforme da Topper deve ser usado até o final do Campeonato Paranaense, até porque demanda tempo para fechar um contrato com a futura fornecedora e aprovar e produzir uma nova coleção. A BR Sports, empresa detentora da marca no Brasil, foi procurada e não se manifestou até o fechamento da reportagem, assim como o Paraná.

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