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Presidente paranista Rubens Bohlen (dir.) dá as boas-vindas a Milton Mendes: aposta para 2014 | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Presidente paranista Rubens Bohlen (dir.) dá as boas-vindas a Milton Mendes: aposta para 2014| Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

Programação

Mendes pede ‘coragem’ ao Paraná para vencer pré-temporada curta

Com a pré-temporada iniciando no dia 2 de janeiro, no Ninho da Gralha, o CT paranista, e o início do Campeonato Paranaense marcado para o dia 19, quando o Paraná enfrenta o Cianorte, na Vila Capanema, o técnico Milton Mendes terá apenas 17 dias para preparar a equipe para a estreia no Estadual. Porém, o calendário apertado não assusta o novo comandante tricolor, que garante já estar tomando conhecimento do perfil do elenco e sobre como irá impor seu jeito de trabalhar.

"Já estamos trabalhando, vendo vídeos, tentando fazer o melhor. Teremos que queimar algumas etapas, já que o calendário nos obriga. Teremos 17 dias para trabalhar, mas somos corajosos e ousados. É isso que temos, é com isso que vamos ganhar", exaltou Mendes, ontem, em sua primeira entrevista como comandante do Tricolor.

Com a promessa de inovar e aprimorar o futebol para 2014, o Paraná anunciou ontem Milton Mendes como treinador para a próxima temporada. Desconhecido no país, ele tem dez anos de carreira como técnico no exterior – em Portugal e no Oriente Médio. A aposta da diretoria do Tricolor é principalmente o conhecimento teórico do novo comandante, que após passar por vários cursos promovidos pela Uefa, alcançou o nível máximo de técnico concedido pela entidade. A meta, misturando experiência e conhecimento, é transformar o jeito de jogar da equipe no ano que vem.

Como jogador, Mendes iniciou no Vasco em 1984, justamente em Curitiba, contra o Coritiba. Em 87, foi para Portugal, onde passou por vários clubes até deixar os gramados em 2000. Depois disso, passou a atuar como auxiliar de comissão técnica e se dedicar aos estudos, trabalhando ao lado de grandes nomes do futebol europeu, como José Mourinho. Para ele, esse conhecimento será o diferencial em sua estreia em solo brasileiro, com o Paraná.

"Nesse momento, minha vinda ao Brasil fará com que eu traga uma metodologia diferente ao país. Já temos os melhores jogadores do mundo. Se conseguirmos conciliar a habilidade, a força e a inteligência do jogador brasileiro com a técnica do europeu, quem segura?", gabou-se o treinador.

Milton Mendes, segundo o diretor-executivo de futebol, Roque Júnior, apareceu por indicações de conhecidos. Para o dirigente, o perfil de trabalho do treinador atende o projeto que o Paraná talhou para o ano que vem. "Falei com seis treinadores, estabelecemos alguns critérios do que queríamos. E chegamos ao nome dele. As referências são as melhores possíveis. Passou por vários níveis dentro do futebol. Tem a parte teórica, que acho importante, ele é muito atualizado. Foi a pessoa que todos sentiram que podia dar certo e acreditamos nesse potencial", afirmou Roque Júnior.

Mendes, que trabalhou com o goleiro Marcos no Marítimo, contou ainda que as informações dadas pelo camisa 1 e por alguns outros jogadores do elenco pesaram a favor de sua volta ao Brasil para assumir o Paraná. "Não foi decisivo, mas conversei com o Marcão, com o [Edson] Sitta, com o Lúcio Flávio, tive um contato com o Anderson também. E todos me falaram coisas boas do clube. Isso e a vontade de retornar ao meu país pesaram na decisão", completou o técnico.

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