Estrada da Ribeira, em Colombo, receberia melhorias na obra do Corredor Metropolitano | Henry Milléo / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Estrada da Ribeira, em Colombo, receberia melhorias na obra do Corredor Metropolitano| Foto: Henry Milléo / Agência de Notícias Gazeta do Povo

O Corredor Metropolitano, projeto de mobilidade urbana mais problemático do PAC da Copa no Paraná, foi oficialmente excluído ontem do rol de obras locais para receber o Mundial de 2014. A retirada foi autorizada pelo Grupo Executivo da Copa (Gecopa) após a revisão e atualização da Matriz de Responsabilidades para a Copa do Mundo.

Ao todo, são 20 modificações no país, com a inclusão de oito projetos de mobilidade urbana e exclusão de seis obras, sendo cinco de mobilidade e uma de aeroporto. As demais são atualizações de projetos.

Segundo informações do Ministério do Esporte, o Corredor Metropolitano foi suprimido a pedido do governo do Paraná. A intenção de abortar projeto havia sido antecipada à Gazeta do Povo pelo presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gil Polidoro, há dois meses, após a divulgação de um relatório do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR) apontando atraso em todas as intervenções na cidade para a Copa. O documento do órgão de controle também alertava para o aumento nos custos locais para receber o Mundial, que chegariam a R$ 1 bilhão.

A obra do governo excluída previa 79 km de vias para interligar Curitiba aos municípios vizinhos. Orçada em R$ 130,7 milhões, custaria na verdade R$ 505 milhões. "É o projeto mais equivocado, com inviabilidade técnica e financeira", definiu Polidoro à época.

"Foi um erro lá atrás. Não havia um projeto definitivo. Se trabalhava sobre estimativas e os valores foram aumentando. A exclusão já era esperada", disse ontem o secretário municipal da Copa, Luiz de Carvalho. Ele adiantou que nenhuma obra a cargo da prefeitura de Curitiba sofreu alteração com a revisão publicada ontem. Autoridades estaduais procuradas pela reportagem não atenderam as ligações.

Revisão

A modificação na Matriz de Responsabilidades foi autorizada em resolução publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira. Com as alterações, são 122 obras e ações previstas para a Copa de 2014, com um valor total de R$ 25,58 bilhões em investimentos.

Entre os projetos incluídos, todos de mobilidade urbana, estão: obras de acesso ao Beira-Rio, em Porto Alegre; obras da estação de metrô Cosme e Damião e do viaduto da BR408, no Recife; intervenções no entorno do Maracanã e da estação multimodal da Mangueira, no Rio; obras de acessibilidade e rotas de pedestres em Salvador; e intervenções viárias no entorno do Itaquerão, em São Paulo.

Além do Corredor Metro­­politano, outras cinco obras foram excluídas no país. O monotrilho e o BRT de Manaus e o monotrilho de São Paulo saíram das previsões a pedido dos respectivos governos. Estão fora do PAC da Copa ainda a reestruturação da Avenida Engenheiro Roberto Freire de Natal, também a pedido do governo do Rio Grande do Norte, e a ampliação da pista do aeroporto de Porto Alegre, a pedido da Infraero.

Dentro das atualizações, quatro obras tiveram um aumento de pelo menos 25% no valor do empreendimento. São elas: reforma do Estádio Nacional de Brasília; reforma e ampliação do terminal de passageiros e adequação do sistema viário de Fortaleza; Projeto do terminal marítimo do Rio; e terraplenagem do terminal de passageiros 3 do aeroporto de Guarulhos (SP).

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